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'Sobrevivi para cuidar do meu filho', diz mulher que caiu de 75m em MT

'Sobrevivi para cuidar do meu filho', diz mulher que caiu de 75m em MT

Atualizado: Segunda-feira, 12 Setembro de 2011 as 1

Em cadeira de rodas, Ariane pontua que situação é

temporária. (Foto: Reprodução/ TVCA)

  A dona de casa Ariane Nogueira Rabelo, de 23 anos, acredita ter sido salva por um milagre para que pudesse cuidar do filho de quatro anos. Ela sobreviveu a uma queda de 75 metros de altura no Portão do Inferno, em Chapada dos Guimarães, a 65 quilômetros de Cuiabá, quando perdeu o marido e a filha recém-nascida. A jovem ficou internada em estado de coma por duas semanas e passou mais de 40 dias no Pronto-Socorro da capital.

Em uma cadeira de rodas, mas esperançosa ao frisar que a situação é temporária, Ariane afirma que não se lembra de absolutamente nada do acidente e disse não acreditar no que aconteceu ao ver as imagens do ocorrido. Mas, apesar do esquecimento, considera que isso ameniza o sofrimento. A altura do precipício corresponde a aproximadamente um prédio de 30 andares.     O único momento em que ela se recorda é de quando estava na Rodovia Emanuel Pinheiro com o marido e a filha. “Essa foi a primeira viagem que ela (bebê) fazia com a gente. Meu marido trabalhava como motorista de uma empresa de água e gás e estávamos indo com ele buscar água em um local próximo a Chapada”, relatou. Em uma curva, o motorista perdeu o controle da direção do caminhão, que rompeu a mureta de proteção e caiu no precipício.

Depois que saiu do coma, Ariane passou por duas cirurgias de reconstrução das vértebras fraturadas. Foram colocados quatro pinos na coluna e um no joelho. Agora, após 60 dias sem por os pés no chão, se prepara para dar início às sessões de fisioterapia, marcadas a partir desta segunda-feira (12).     Ariane só ficou sabendo da morte do marido e da filha no acidente, ocorrido no dia 4 de junho deste ano, um dia antes de sair do hospital. Segundo Ariane, quando perguntava sobre eles, os familiares respondiam que estavam internados em um hospital particular de Cuiabá.

A sobrevivente destacou que a tristeza pela tragédia não será fator predominante na sua vida e enfatizou que vai lutar para seguir em frente. “Daqui para frente vou levar a vida. A tristeza não pode continuar porque ficar chorando não vai trazê-los de volta”, avaliou, ao pontuar sobre a dificuldade de se manter tranquila.

Com base nas informações que lhe foram repassadas, a jovem, que passou o aniversário internada na Unidade de Terapia Intensiva (UTI) do Pronto-Socorro da capital, conta que foi arremessada para fora do veículo durante a queda por estar sem cinto de segurança, ao contrário do marido. “Como ele (marido) ficou dentro do caminhão, o impacto foi muito maior”, analisou, ao informar que a filha que tinha pouco mais de um mês de vida caiu próxima dela, mas não sobreviveu.

A previsão dada pelos médicos a Ariane é que daqui a seis meses, no máximo, a dona de casa volte a andar com a ajuda de um fisioterapeuta.          

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