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Software do FBI vai monitorar criminosos no carnaval carioca

Software do FBI vai monitorar criminosos no carnaval carioca

Atualizado: Quarta-feira, 23 Fevereiro de 2011 as 12:54

O carnaval carioca vai contar com um sistema de inteligência criado pelo FBI que vai armazenar dados de criminosos e auxiliar na identificação de suspeitos durante os dias de folia. A operação do Centro de Comando Virtual foi anunciada nesta quarta-feira (23) durante o Treinamento de Prevenção a Lesão e Mortes de Policiais em Serviço em Sulacap, na Zona Oeste do Rio.     De acordo com o adido policial do FBI no Brasil, David Brassanini, o centro vai integrar as polícias Civil e Militar, além da Guarda Municipal e outros órgãos. “Começamos a utilizar o software no ano passado no Engenhão, durante um jogo de futebol. A partir de agora, a unidade móvel do centro virtual vai estar presente em todos os grandes eventos do Rio”, afirmou.

David afirma que os agentes cadastrados no sistema poderão postar informações e fotos de ocorrências que aconteceram no local ou nos arredores do evento. “Isso vai facilitar a identificação de um criminoso, por exemplo. Sempre que houver um registro, a notificação será enviada para o centro, que vai funcionar como um banco de dados”, acrescentou.

Através de rádios, telefones celulares e até computadores, agentes podem registrar a presença de camelôs não autorizados e até mesmo brigas. Após o registro, todas as informações serão reproduzidas na ferramenta e divididas em grau de periculosidade e emergência.  

Além de David, outros sete representantes do FBI estão no Rio para dar palestras sobre técnicas que visam evitar mortes e lesões de policiais durante o serviço. Segundo a Polícia Militar, desde 1995, 459 agentes faleceram durante o trabalho e 1.843 morreram enquanto estavam de folga.

“Vamos trazer o nosso estudo de vitimização e fazer estatísticas aqui. A meta é diminuir o número de mortes de policiais”, disse o adido.

Durante as próximas quarta (24) e quinta-feiras (25), 150 policiais militares vão ouvir palestras sobre as técnicas americanas. “O número de mortes é muito alto. Nos Estados Unidos, todo policial que é vitima de um atentado, por exemplo, responde a um questionário que depois vira estatística e ajuda o FBI a montar estratégias para evitar mortes”, disse o relações públicas da PM, coronel Lima Castro, que também participa das palestras.    

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