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SP estuda criar prédios populares com elevadores

SP estuda criar prédios populares com elevadores

Atualizado: Segunda-feira, 20 Setembro de 2010 as 11:43

Nos próximos 14 anos, pelo menos uma família por hora passará a morar em lugar precário ou irregular na capital paulista, incluindo áreas de risco - e o déficit habitacional de 130 mil unidades pode quadruplicar. São Paulo precisará de 740 mil novas moradias até 2024, conforme o Plano Municipal de Habitação (PMH). Para evitar isso, a proposta é criar pela primeira vez prédios populares com mais andares, elevadores e passar a maior parte da conta para estado e União.

A Prefeitura não conta nem com a metade dos terrenos necessários. E o grande vilão dos prédios com mais andares é o elevador - que encarece a obra e tem um gasto considerável de manutenção para os moradores, muitos incapazes de arcar com custos básicos como água.

Atualmente, a capital só tem projeto para um prédio popular com o equipamento - no Jardim Edith, Zona Sul, com nove andares, mas sem que o modelo esteja totalmente definido. Todos os edifícios do gênero com mais de cinco patamares, a exemplo dos Cingapuras, têm entrada pelo segundo andar. "Precisamos trabalhar em um elevador sem custo de manutenção", afirma o secretário de Habitação, Ricardo Pereira Leite.

Investimentos

Para colocar o PMH em prática, ainda seria necessário gastar R$ 58 bilhões. "Pelo que temos hoje de orçamento, é um programa perfeitamente executável nesse espaço de tempo desde que se tenha uma política continuada", diz a superintendente de Habitação Popular, Elisabete França. Mas o ritmo atual de investimento (de R$ 1,5 bilhão para 2011) só permitiria chegar ao objetivo em 2048.

Por isso, até a secretaria admite que a viabilidade do Plano Municipal de Habitação só será possível com o aprofundamento da parceria entre município, estado e União. A Prefeitura quer reverter a lógica de orçamento e passar ao governo federal a maior parte da responsabilidade pelos programas.

Se hoje o município responde por 71% dos recursos empregados, a proposta apresentada é de que a União assuma 62% e o município passe a ter 26%. O estado, que hoje é responsável por 10%, passaria a 12%. "Sem a participação da União e do estado não será possível zerar o déficit", afirma Elisabete.

Cerca de 800 mil famílias vivem em assentamentos precários - uma em cada quatro está na Zona Leste. Dessas, cerca de 130 mil necessitam ser retiradas imediatamente, por se encontrarem em áreas de risco.

  Postado por: Guilherme Pilão    

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