SP inicia obras de moradias previstas na operação urbana Água Espraiada

SP inicia obras de moradias previstas na operação urbana Água Espraiada

Atualizado: Quinta-feira, 25 Novembro de 2010 as 8:40

A Secretaria Municipal de Habitação de São Paulo vai iniciar na próxima segunda-feira (29) a construção sete empreendimentos habitacionais para famílias de baixa renda previstos dentro das operações urbanas Faria Lima e Água Espraiada, na Zona Sul de São Paulo.

Segundo a superintendente de habitação popular da Secretaria da Habitação, Elisabete França, serão construídas 1.135 unidades habitacionais no Real Parque e 814 unidades em áreas livres e ao longo das Avenidas Jornalista Roberto Marinho e Washington Luiz. De acordo com ela, essa é a primeira vez que a Prefeitura de São Paulo utiliza recursos oriundos das Operações Urbanas para construção de moradias. Esses recursos são provenientes da venda, em leilões, dos Certificados de Potencial Adicional de Construção (Cepacs).

França disse que as primeiras obras serão realizadas em áreas já desocupadas e beneficiarão famílias do Jardim Edite e no Corruíras, atendidas pelo aluguel social. A Prefeitura vai construir edifícios de apartamentos em áreas livres, sem necessidade de remoção das famílias. Os futuros conjuntos habitacionais atendem famílias removidas por conta das obras da operação. Essas famílias ocupavam área de um terreno público e até mesmo um trecho da Avenida Jornalista Roberto Marinho.

Ajustes

Na terça feira (23) uma reunião conjunta das Comissões de Política Urbana e da Comissão Extraordinária de Defesa dos Direitos Humanos da Câmara Municipal de São Paulo debateu a reinserção de famílias e a remoção da favelas no entorno da operação urbana Água Espraiada.

Moradores dos bairros que serão potencialmente atingidos pelo projeto argumentaram que o novo traçado exibido pela Prefeitura de São Paulo prevê um túnel de interligação com a Imigrantes de 2,3 km, enquanto a lei aprovada em 2001 previa um túnel de 400 metros.

A Prefeitura de São Paulo vai propor  ajustes no projeto de extensão da Avenida Jornalista Roberto Marinho, na Zona Sul, à Rodovia dos Imigrantes para adequá-lo à  lei 13.260, aprovada em 2001, que instituiu a Operação Urbana Água Espraiada.   De acordo com o Estudo de Impacto Ambiental (EIA) exposto no site da Secretaria Municipal do Verde e do Meio Ambiente, ainda em análise pelos técnicos do órgão, o projeto envolve 8.194 domicílios, onde vivem 28 mil pessoas .

Destes, 7.090 domicílios e  24 mil pessoas estão em 12 favelas: Alba, Americanópolis, Babilônia, Beira Rio, Fonte São Bento, Guian Corruias, Henrique Mindlin, Muzambinho, Rocinha Paulistana, Taquaritiba, Imigrantes I e Vietnã. O projeto também afeta 1.104 domicílios formais, envolvendo 4 outras mil pessoas.

Segundo o Estudo de Impacto Ambiental,  o prolongamento da Avenida Jornalista Roberto Marinho começará junto à Avenida Doutor Lino de Moraes Leme e percorrerá cerca de 750 metros por duas pistas a céu aberto até chegar aos túneis, localizados na rua Wilson Pereira de Almeida. 

Os túneis medirão aproximadamente 2.350 metros de comprimento cada um, incluindo o

desemboque, e vão transpor a Avenida Engenheiro Armando de Arruda Pereira, onde

seguirão novamente a céu aberto, com acessos à Rodovia dos Imigrantes.

Segundo os moradores, pelo desenho anterior, o túnel começaria em frente à favela da Rocinha Paulistana, na Zona Sul de São Paulo, e desembocaria no Jardim Lourdes, atrás do Centro de Educação Unificada Caminho do Mar. Pela nova proposta, o traçado entra em ruas dos bairros Jardim Aeroporto, Cidade Leonor, Vila do Encontro, Cidade Vargas e Vila Fachini.    

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