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SP lança programa de prevenção a incêndios em 50 favelas da cidade

SP lança programa de prevenção a incêndios em 50 favelas da cidade

Atualizado: Quarta-feira, 30 Março de 2011 as 12:14

A Prefeitura de São Paulo irá iniciar no mês de abril um programa de prevenção a incêndios em 50 favelas da cidade. O chamado Previn (Prevenção de Incêndio em Assentamentos Precários) tem em seu projeto ações sociais, obras e instalações de equipamentos nas comunidades, e deve ser concluído nos 50 primeiros locais até dezembro de 2012. O investimento previsto pela administração municipal é de R$ 21,5 milhões – além de R$ 18 milhões que serão utilizados pela Sabesp em um convênio para a instalação de hidrantes.

  A medida foi tomada devido ao grande número de incêndios ocorridos em favelas em 2010 na cidade. Segundo o Corpo de Bombeiros, foram 47, quando a média anual costuma variar entre 20 e 23. O maior período de estiagem no ano passado contribuiu para o aumento nos incêndios, mas também alertou a Prefeitura. “Sabemos que na cidade de São Paulo essas áreas precárias estão sujeitas a incêndios. Estamos agora organizados. São medidas de prevenção aos incêndios e também no sentido de treinar a população de como se comportar no caso de incêndios”, disse o prefeito Gilberto Kassab ao apresentar o projeto nesta quarta-feira (30).

O programa já é realizado em forma de projeto piloto na favela Sônia Ribeiro, na Subprefeitura de Santo Amaro, Zona Sul de São Paulo, há três meses. Lá, já foi feito o trabalho de reconhecimento dos domicílios – são 595 –, a instalação de hidrantes e a contratação de zeladores comunitários, pessoas que vivem no local e irão atuar de forma conjunta com a Prefeitura no projeto. A partir de abril, estão previstas palestras com a população e as lideranças, além de orientação às crianças e adolescentes nas escolas. A ação deve ser concluída ainda no primeiro semestre.

“A intenção não é gerar reurbanização, e sim equipar contra essa potencialidade de incêndios em 51 assentamentos [Sônia Ribeiro e os outros 50], com um conjunto de rotas acessíveis, a não expansão do assentamento, controlar a potencialidade de incêndios em bujões, controlar os gatos, e suprir espaços de entrada para os bombeiros”, disse o secretário de Coordenação das Subprefeituras, Ronaldo Camargo.

Os 50 assentamentos são os com mais problemas entre uma lista de 225 favelas com potencialidade para incêndios – seja devido a instalações elétricas clandestinas, bujões ou iluminação através de velas. Entre eles está um trecho da Favela Heliópolis, onde há maior concentração de madeira, gatos e falta de acessos. “Essas comunidades estão sendo recadastradas pela habitação, terão o efetivo controle da Guarda Civil Metropolitana no sentido de ampliação, e uma coordenação local dos próprios líderes desses assentamentos”, afirmou Camargo.

Segundo o secretário, três zeladores comunitários que residem na Favela Sônia Ribeiro já foram contratados e estão recebendo treinamento do Corpo de Bombeiros e da Defesa Civil. A Prefeitura quer que eles sejam um total de 150 até 2012. Eles receberão R$ 570 e cesta básica, além do treinamento.

Dezoito órgãos da administração pública – entre eles oito secretarias da Prefeitura – fazem parte do projeto. Foram determinados 14 fatores de proteção que serão avaliados e receberão nota de 1 a 10, como a presença de extintores e alarmes, por exemplo. A Prefeitura quer que a média deles seja 7.

As ações serão divididas em quatro ciclos – o primeiro, com 21 assentamentos, começa em abril, e o último deve ser finalizado em dezembro de 2012. Cada ciclo terá duas fases – a primeira, com ações sociais, estudos e projetos, e a segunda, com obras e instalações. “O objetivo básico é garantir a essas comunidades o acesso do Corpo de Bombeiros, munidos não só dos equipamentos móveis, como também termos no local extintores e hidrantes”, disse o secretário das Subprefeituras.      

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