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SP tem 174 mil pessoas em áreas de risco de incêndio, dizem bombeiros

SP tem 174 mil pessoas em áreas de risco de incêndio, dizem bombeiros

Atualizado: Sexta-feira, 3 Dezembro de 2010 as 8:59

O Corpo de Bombeiros identificou 51 favelas com risco de incêndio na cidade de São Paulo. Ao menos 174 mil pessoas vivem nessas comunidades, de acordo com estimativas do Habisp, banco de dados da Sehab (Secretaria Municipal de Habitação).

O levantamento foi feito para o Previn (Programa de Prevenção Contra Incêndio em Assentamentos Precários), ação da prefeitura para evitar incêndios nas favelas da capital paulista. Os pontos mapeados - considerados com risco crítico de incêndio - estão espalhados por todas as regiões da cidade. A prefeitura deve investir R$ 215 milhões no programa.

Os bombeiros encontraram 50 pontos críticos - a maioria deles põe em risco mais de uma favela, segundo os bombeiros. Esses locais devem receber extintores, hidrantes, material educativo, nomeação de zeladores comunitários, entre outras ações. A Sehab deve fazer um cadastramento social das favelas a fim de traçar o perfil das comunidades.

Entre os locais considerados críticos, estão as favelas de Heliópolis (zona sul), São Remo (zona oeste), Jardim Olinda (zona sul) e Nossa Senhora Aparecida (zona leste).

A primeira favela a receber o programa deve ser a Sonia Ribeiro, na região da subprefeitura de Santo Amaro, zona sul da capital. Moram no local cerca de 1.200 pessoas, de acordo com o Habisp.

O subprefeito de Santo Amaro, Ailton Araújo Brandão, um dos coordenadores do Previn, atribui a proliferação dos locais de risco a “erros de administrações passadas” que, segundo ele, serão sanados a partir de agora. Brandão diz que as favelas que receberem o Previn dificilmente voltarão a ter esses pontos de risco.

Pontos vulneráveis

Além dos locais críticos, os bombeiros dizem ter encontrado outros 275 pontos vulneráveis. O R7 pediu à Prefeitura de São Paulo e ao Corpo de Bombeiros a listagem de onde estão esses locais, mas não obteve retorno até a publicação desta reportagem.

Segundo o tenente-coronel Edson de Oliveira Silva, um dos coordenadores do Previn, esses pontos têm as seguintes características que podem desencadear incêndios de grandes proporções:

- Ligações elétricas irregulares;

- Dificuldade no acesso e na fuga;

- Falta de hidrantes nas proximidades;

- Botijões de gás com mangueiras ou em locais inadequados;

- Casas feitas de madeira ou outros materiais que espalham facilmente o fogo;

Segundo o relatório do Previn, agosto deste ano foi o mês com mais incêndios em favelas na capital paulista, com 53 casos – aumento de 35,8% em relação ao mesmo período de 2008 e 2009. Entre esses incêndios, está o da favela Beira Rio, na zona sul de São Paulo, próxima ao aeroporto de Congonhas, onde 70 barracos foram destruídos.

O prefeito Gilberto Kassab (DEM) promulgou a lei que cria o Previn em 24 de setembro deste ano.    

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