SP tem maior sequência de dias secos dos últimos anos em agosto

SP tem maior sequência de dias secos dos últimos anos em agosto

Atualizado: Quinta-feira, 26 Agosto de 2010 as 8:24

A capital paulista registra há sete dias umidade relativa do ar abaixo dos 30%. É a maior sequência de tempo seco dos últimos anos no mês de agosto, de acordo com dados do Centro de Gerenciamento de Emergências (CGE), ligado à Prefeitura de São Paulo. Em quatro desses sete dias, o índice caiu abaixo dos 20% e foi decretado o estado de alerta.

Agosto é um mês que costuma ser seco. A média histórica de chuva esperada para os 31 dias é de 39 mm. Até quarta-feira (25), a capital paulista registrou apenas 0,6 mm e não há previsão de chuva para os próximos dias. Este agosto só perde para o de 2007, quando não choveu nem um dia sequer na cidade. Em 2006, São Paulo teve precipitação de 1,7 mm. O mês foi mais chuvoso do que a média em 2008 e 2009, registrando, respectivamente, 73,4 mm e 55,4 mm. Mesmo em agosto de 2007, não houve uma sequência tão grande de dias com a umidade relativa do ar baixa. Os menores índices foram registrados nos dias 24 (28%), 25 (22%) e 26 (20%). Esse cenário configuraria estado de atenção – o mês não chegou a ter umidade abaixo dos 20%. A menor umidade já registrada pelo CGE ocorreu em 14 de agosto do ano passado: 10%. No dia seguinte, o índice foi de 29%, mas a série foi interrompida aí.

Desde quinta-feira (19), a cidade entra em estado de atenção por causa do tempo seco – em quatro desses dias, a Defesa Civil decretou estado de alerta porque a umidade caiu abaixo dos 20%. Na quinta-feira, o índice chegou aos 25%. O dia mais seco até foi esta quarta (25), com 13%. O recorde de temperatura do inverno também foi registrada: 31,7ºC. No sábado (21) e no domingo (22), o índice caiu a 20%. Na segunda-feira (23) e na terça-feira (24), a umidade foi de apenas 16%.

“Uma massa de ar seco proporciona, por sete dias consecutivos, altas temperaturas e baixa umidade do ar”, diz o técnico em meteorologia Adílson Nazário, do CGE. Segundo ele, a previsão para os próximos dias é de situação semelhante, com umidade abaixo dos 20%. A Organização Mundial da Saúde (OMS) considera ideal a umidade acima de 60%. É considerado estado de atenção quando a umidade cai abaixo dos 30%. Caso fique entre 19% e 12%, é decretado o estado de alerta. Só depois de domingo, a situação pode se alterar.

Consequência para a saúde

A baixa umidade contribui para a concentração de poluentes, o que piora a qualidade ao ar. A recomendação da Defesa Civil é para que, em dias secos, os paulistanos evitem atividades ao ar livre e exposição ao sol entre as 10h e 17h e não pratiquem exercícios entre as 11h e 15h. A ingestão de bastante líquido é aconselhada.

O tempo seco pode provocar: dores de cabeça e irritação nos olhos, nariz, garganta ou na pele; aumento dos riscos de transmissão de doenças respiratórias; aumento do risco de desidratação; garganta seca, voz rouca, inclusive com possibilidade de inflamação da faringe; rompimento de vasos do nariz, provocando sangramento e maior facilidade de se contrair conjuntivite viral, alérgica e síndrome do olho seco. O aumento de poluentes também pode causar aumento da pressão arterial e arritmia cardíaca. Por isso, infartos são mais suscetíveis.

A Defesa Civil pede para as pessoas não colocarem fogo em terreno baldios e vegetação seca porque, com a baixa umidade, ele pode se espalhar rapidamente.

Postado por: Thatiane de Souza

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