MENU

STF mantém prisão preventiva de pagodeiro acusado de matar a mulher

STF mantém prisão preventiva de pagodeiro acusado de matar a mulher

Atualizado: Sexta-feira, 25 Fevereiro de 2011 as 2:03

O ministro Gilmar Mendes, do Supremo Tribunal Federal (STF), determinou nesta quinta-feira (24) que seja mantida a prisão preventiva do pagodeiro Evandro Gomes Correia Filho, acusado de matar da mulher Andréia Cristina Bezerra Nóbrega, e de tentativa de homicídio do filho.

Andréia morreu no dia 18 de novembro de 2008, após cair do terceiro andar do prédio onde morava, em Guarulhos, na Grande São Paulo. O filho do casal, então com 6 anos, também caiu, mas sobreviveu. O acusado teria deixado o local por medo de ser acusado pelo crime.     No final de 2008, Correia Filho teve a prisão preventiva decretada pela Justiça e, desde então, ele é considerado foragido. A defesa do pagodeiro afirma que Andréia se suicidou e considera a prisão “desnecessária e arbitrária”.

O ministro do STF, no entanto, entendeu que a decisão de prender o acusado foi baseada em “elementos concretos e individualizados”. Em outubro do ano passado, a Justiça determinou que o músico será levado a júri popular. Na época, a defesa do pagodeiro afirmou que ele permaneceria foragido, morando no Nordeste.

De acordo com inquérito policial, a mulher do músico se jogou junto com o filho depois de o pagodeiro ter cortado a mangueira do gás do apartamento e a ameaçado com uma faca.

No pedido de habeas corpus feito aos STF, a defesa afirmou que o músico estaria “experimentando grandes dificuldades, distante da família e sem poder se dedicar à profissão”. Os advogados do pagodeiro argumentaram ainda que a acusação é baseada em deduções e não teria “testemunhas ou elemento técnico cabal”.

Disfarce

De peruca, cavanhaque e óculos escuros, Correia Filho concedeu uma entrevista em setembro do ano passado para dar a sua versão do ocorrido. Amparado pela lei, que impede prisões de quem não tem sentença condenatória definitiva em período eleitoral, ele se declarou inocente. O refúgio do cantor foi um estado do Nordeste, não revelado, onde mora com outro nome. O disfarce usado por ele na entrevista foi para evitar ser reconhecido no local onde vive.    

veja também