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STF nega libertação de condenado por morte de Dorothy Stang

STF nega libertação de condenado por morte de Dorothy Stang

Atualizado: Terça-feira, 21 Junho de 2011 as 8:24

O fazendeiro Vitalmiro Bastos de Moura, conhecido como Bida, condenado a 30 anos de prisão pelo assassinato da missionária americana Dorothy Stang, teve um pedido de soltura negado pelo ministro Gilmar Mendes, do STF (Supremo Tribunal Federal).

Bida cumpre prisão preventiva em Belém, capital do Pará, onde aguarda a conclusão de seu processo. Mendes negou o pedido em caráter liminar, porque ainda vai analisar seu mérito.

“Não vislumbro manifesta ilegalidade na prisão, uma vez que possível excesso de prazo se daria no exame de mérito deste habeas e, ante a deficiente formação dos autos, indefiro o pedido de medida liminar”, diz a decisão do ministro.

A missionária americana foi assassinada com seis tiros em fevereiro de 2005, no município de Anapu, sul do Pará. Ela já havia recebido diversas ameaças de morte por seu engajamento em trabalhos sociais na região.

Stang atuava em projetos de reflorestamento que buscavam oferecer emprego e renda em áreas degradadas e defendia a redução de conflitos fundiários na região. Nas últimas semanas, uma nova onda de violência teve início no Pará.

Cinco trabalhadores rurais foram mortos, mas as autoridades afirmam que nem todos os casos têm relação com conflitos agrários.

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