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Superintendente do Center Norte diz que não existe risco para clientes

Superintendente do Center Norte diz que não existe risco para clientes

Atualizado: Quarta-feira, 28 Setembro de 2011 as 2:08

O superintendente do Shopping Center Norte, Ricardo Afonso, disse nesta quarta-feira (28) que não existe "ambiente de explosividade" no estabelecimento. A Prefeitura de São Paulo determinou nesta terça-feira (27) que o shopping suspenda as atividades em até 72 horas. “O risco não é alto, não existe ambiente de explosividade aqui. É bom deixar claro isso. Não existe risco de se frequentar o shopping”, garante o superintendente. O estabelecimento também foi multado em R$ 2 milhões por descumprimento da Lei de Crimes Ambientais. O shopping entrou na lista de Áreas Contaminadas Críticas da Companhia Ambiental do Estado de São Paulo (Cetesb) por causa da existência do gás metano no terreno acima do permitido. Até a década de 80, no subsolo dessa área havia um lixão. Ele foi aterrado. Mas o material em decomposição produz gás metano. A Cetesb diz que esse gás está escapando para o shopping e se acumulando em níveis acima do permitido, o que pode levar a explosões.   A diretora de controle da qualidade ambiental da Secretaria Municipal do Verde e do Meio Ambiente, Regina Barros, explica o que motivou a decisão da Prefeitura. "Muitas das lojas têm pé direito duplo, e elas fazem mezaninos. Então, você pode ter um mezanino lá que um funcionário nunca entra e haver o risco da explosão. É um risco hoje considerado pela Cetesb potencial, mas é um risco que existe, sim. O que foi dado para a empresa foi um prazo de 72 horas para que ele faça o encerramento de todas as atividades daquele complexo”, disse.

A Prefeitura determinou que o shopping feche as portas até sexta-feira (30), por tempo indeterminado, até que sejam tomadas providências para retirar o gás acumulado no subsolo. Na manhã desta quarta-feira, o Sindicato dos Comerciários fez uma manifestação na porta do shopping. Os sindicalistas dizem que mais de três mil funcionários estão preocupados com o futuro.

Conjunto habitacional

A preocupação com o acúmulo do gás metano também atinge moradores de um conjunto habitacional na região do shopping. Segundo os moradores, neste ano foram aberto buracos em todo o terreno por funcionários de uma empresa terceirizada pela Prefeitura. Os moradores querem saber o que está acontecendo. Todo semana, um funcionário vai até lá e faz a medição do solo.

Toda essa preocupação é por causa do terreno onde ficam os apartamentos. Os prédios do projeto Cingapura começaram a ser construídos na década de 90. O conjunto habitacional Zaki Narchi, na Vila Guilherme, foi o primeiro a ser erguido, em 1995. Só que no terreno ficava o aterro sanitário Carandiru. Estudos recentes mostram que o lixo que ficou no solo formou bolsões de gases na área. Por enquanto, porém, não há indicação nem da Prefeitura nem da Cetesb para a retirada dos moradores.

A Secretaria Municipal de Habitação diz que os buracos foram abertos para monitorar o terreno e que fez dois estudos de risco ambiental no conjunto habitacional. O primeiro exame não encontrou nenhuma emissão de gás metano. O segundo teste foi encaminhado para Cetesb e o documento está sendo analisado. Em caso de vazamento, a Sehab diz que serão instalados drenos de ventilação e pisos resistentes a gás. A secretaria diz que já está fazendo projeto das saídas de gás.        

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