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Suplicy 'aconselha' Palocci a esclarecer patrimônio no Congresso

Suplicy 'aconselha' Palocci a esclarecer patrimônio no Congresso

Atualizado: Terça-feira, 7 Junho de 2011 as 3:27

Em meio às pressões da oposição para convocar o ministro-chefe da Casa Civil, Antonio Palocci, para explicar no Congresso sua evolução patrimonial nos últimos quatro anos, o senador Eduardo Suplicy (PT-SP), disse que conversou com o ministro para aconselhá-lo a comparecer de maneira espontânea ao Senado.  

“Aconselhei o ministro Palocci a tomar a iniciativa de vir ao Senado esclarecer essas questões. Disse a ele que seria bem-vinda a disposição do ministro de vir ao Congresso esclarecer os fatos”, disse Suplicy ao G1 . Segundo reportagem do jornal "Folha de S.Paulo", entre 2006 e 2010, Palocci ampliou em 20 vezes seu patrimônio a partir de atividades de consultoria de sua empresa, a Projeto.

Embora tenha feito o convite para que Palocci visitasse o Congresso, o senador do PT afirmou que não defende a convocação do ministro, como exige a oposição na Casa: “Não é defender a convocação, é apoiar que ele venha espontaneamente.”

A convocação de Palocci deve ser votada na Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) do Senado nesta quarta-feira (8). Os senadores da base aliada, em maioria folgada no colegiado, devem rejeitar o requerimento.

O senador petista não revelou se a conversa com Palocci ocorreu por telefone ou pessoalmente. Para o senador petista, a decisão do procurador-geral da República, Roberto Gurgel, de arquivar os pedidos de investigação contra o ministro favorece uma eventual visita de Palocci ao Congresso.

CPI

Mais cedo, o líder do PSDB no Senado, Alvaro Dias (PR), disse que mais três senadores se comprometeram a assinar o requerimento de abertura de uma Comissão Parlamentar Mista de Inquérito (CPMI) para investigar a evolução patrimonial do ministro-chefe da Casa Civil, Antonio Palocci.

De acordo com Alvaro Dias, os senadores Pedro Simon (PMDB-RS), Pedro Taques (PDT-MT) e Cristovam Buarque (PDT-DF) decidiram assinar a CPI depois que o procurador-geral da República, Roberto Gurgel, anunciou  o arquivamento dos pedidos de investigação sobre o enriquecimento de Palocci, protocolados pela oposição.

“Os senadores Pedro Taques e Cristovam Buarque me disseram que irão assinar a CPI ainda nesta terça. O senador Pedro Simon deve assinar nesta quarta”, afirmou Dias.

O requerimento da oposição conta com 11 assinaturas do PSDB, quatro do DEM, duas do PSOL, duas do PMDB e uma do PP, partido da base do governo - nesta segunda (6), a senadora Ana Amélia Lemos (PP-RS) decidiu assinar o requerimento. Se os três senadores anunciados por Alvaro Dias aderirem, a CPI do caso Palocci passará a ter 24 das 27 assinaturas exigidas para a abertura de uma investigação no Senado.

O requerimento da CPI ainda conta com a assinatura do senador Clésio Andrade (PR-MG), que afirmou que retirará a adesão por estar convencido da lisura das atividades de consultoria de Palocci. O líder do PSDB afirmou nesta terça, no entanto, que a assinatura de Andrade permanece no requerimento.

“Não risquei a assinatura do Clésio. Ela continua lá no requerimento. Quero que ele vá riscar a assinatura”, disse Dias. Ao G1, o senador do PR de Minas Gerais afirmou que a decisão da PGR de arquivar o caso fez com que ele abandonasse de vez a intenção de apoiar uma CPI.

“Hoje, não assinaria mais a CPI, não. Não vejo mais como relevante a investigação em função da decisão do procurado de arquivar o caso na PGR”, argumentou Andrade. Além das 23 assinaturas, a oposição conta com a adesão do ex-presidente da República e senador Itamar Franco (PPS-MG), que está licenciado da Casa por problemas de saúde.          

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