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Suspeita de matar colega diz em depoimento que sofria bullying

Suspeita de matar colega diz em depoimento que sofria bullying

Atualizado: Quarta-feira, 22 Junho de 2011 as 1:14

A adolescente de 17 anos que matou a facadas a colega em uma escola no Bairro Curió, em Fortaleza, nesta terça-feira à noite (21), disse em depoimento à Polícia Civil que não aguentava mais as brincadeiras de mau gosto e as agressões verbais diárias da colega que foi assassinada. Fato que se caracteriza como bullying. Família e amigos da vítima contestam as declarações da suspeita.

Segundo a mãe da vítima, Maurisa Monteiro, as filhas e a jovem que cometeu o crime não se entendiam e discutiam com certa frequência. “Lógico que ela ia falar isso da minha filha, ela está tentando se defender”, declarou a mãe ainda abalada. Já a irmã, conta que elas eram alvo de brincadeiras por parte da suspeita, que as chamava de “gorda'' e ''balofa'.

Segundo depoimento prestado na Delegacia da Criança e do Adolescente (DCA), antes do crime, a suspeita afirmou ter sido ameaçada pela vítima em um terreno próximo à escola. Com medo de ser espancada, a jovem decidiu guardar a faca em uma peça íntima do corpo, inicialmente, para se defender.

Ainda de acordo com o depoimento, a adolescente contou ter sido acompanhada por uma tia até o encontro com as irmãs, para tomar satisfação, quando discutiram e ela usou a faca.

Já na versão da irmã gêmea da vítima, a suspeita chegou à sala de aula onde se encontrava com a irmã acompanhada de uma mulher. Depois de ouvir provocações, de acordo com a gêmea, a garota começou uma discussão com a irmã e mostrou a faca. Durante a briga, a irmã se feriu tentando separar as duas.

Amigos de escola declaram à TV Verdes Mares que as gêmeas e a agressora não se entendiam há algum tempo por causa de um suposto namorado de uma das envolvidas."Ela nos contou que ia se defender”, afirmou a delegada Maria das Graças Uchôa de posse do depoimento e destacou, “se houve bullying ou não”, somente após investigação será possível dizer. Família e amigos levantam outras explicações para o fato como a hipótese de ser crime passional ou até crime por encomenda.    

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