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Suspeito de aplicar golpes dizia ser tradutor, mas não falava outra língua

Suspeito de aplicar golpes dizia ser tradutor, mas não falava outra língua

Atualizado: Quarta-feira, 7 Julho de 2010 as 11:52

O homem preso em São Paulo no dia 24 de junho - suspeito de aplicar golpes por meio de sites de relacionamento - afirmava ser tradutor de inglês e russo. No entanto, Maurício - como era conhecido - não fala nenhuma outra língua além do português. Ele procurava mulheres em busca de relacionamentos e se apropriava das senhas bancárias das vítimas. De uma delas, levou R$ 20 mil, além de ganhar uma cirurgia plástica e um carro de luxo de presente. A prisão dele foi divulgada apenas nesta terça-feira (6) pela Polícia Civil.

Após se aproximar das vítimas, o homem, de 27 anos, ganhava a confiança das mulheres e se fazia passar tradutor e fiscal da Receita Federal. Ele dizia estar envolvido em denúncias de corrupção, motivo que o impedia de ter movimentação bancária. Essa era forma que ele usava para convencer a vítima a ceder sua conta corrente para fazer seus depósitos. Ele depositou R$ 20 mil, possivelmente de outra vítima, na conta da mulher. Depois passou a usar a conta e levou dela outros R$ 20 mil. 

Moreno, 1,92 m e muito convicente. Essa é a descrição do suspeito. Para ele, a profissional liberal pagou uma cirurgia plástica, uma viagem para o Nordeste, além de um carro de luxo.  "Ele era um camaleão, mudava sempre", diz o delegado Jan Plzak, do Departamento de Investigações sobre o Crime Organizado (Deic).

Após a vítima se separar do suspeito, o homem passou a ameaçá-la. Ele dizia que um ex-namorado dela havia feito dívidas com a máfia coreana em seu nome e pedia que ela entregasse US$ 74 mil.

A profissional liberal procurou o Deic e os policiais descobriram que o homem era conhecido pelos golpes. "Outras pessoas já procuraram a delegacia dizendo conhecer o homem", diz o delegado. Até uma comunidade no Orkut foi criada para denunciar o homem.

Os policiais prepararam uma operação para acompanhar o pagamento da extorsão. A prisão aconteceu em um shopping center na Zona Oeste da cidade. "Ele negou o crime e se mostrou bastante arrogante, como se acreditasse nas próprias mentiras", diz Plzak.

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