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Suspeito de matar mulher achada em mala forjou o próprio sequestro

Suspeito de matar mulher achada em mala forjou o próprio sequestro

Atualizado: Terça-feira, 20 Dezembro de 2011 as 2:11

Um álibi tido como fantasioso e a tentativa de forjar o próprio sequestro levaram a polícia a prender na madrugada desta terça-feira (20) em São Vicente, no litoral de São Paulo, um  suspeito de ter matado uma mulher e escondido o corpo em uma mala na capital paulista. O corpo foi encontrado dentro de um apartamento no Centro da cidade na noite de domingo (18).

O suspeito, de 30 anos, dividia o apartamento há quatro meses com a vítima, que ainda não foi oficialmente identificada, mas suspeita-se ser uma garçonete de 28 anos natural de Birigui, no interior de São Paulo. A polícia chegou até o suspeito, que era monitorado pelos investigadores, após uma ligação sua ao dono do restaurante em que trabalhava. Ele dizia ser vítima de um sequestro pelos mesmos homens que teriam assassinado a mulher. O homem pedia R$ 10 mil para pagar o resgate e, assim, ver-se livre da ameça.

O dono do restaurante entrou em contato com os investigadores e os informou da história. O estratégia encampada pelos policiais foi fazer o chefe do suspeito combinar o local do resgate, agendado para a madrugada desta terça na Ponte Pênsil de São Vicente, litoral sul do estado de São Paulo.

O próprio suspeito compareceu ao local e, assim que pegou o dinheiro, foi preso em flagrante por tentativa de estelionato. “Era uma história maluca”, afirma Jorge Carlos Carrasco, diretor do Departamento de Homicídios e de Proteção à Pessoa (DHPP).

“Ele estava sumido, segundo os vizinhos, havia um corpo em sua casa e, ontem, ele ligou avisando o chefe que era vítima de um sequestro, e que os homens entraram e saíram de sua casa pelo telhado, sendo que o suspeito morava com a vítima em um apartamento”, conta Maurício Guimarães Souza, delegado do Departamento de Homicícios responsável pela prisão. O suspeito deve ser encaminhado para um Centro de Detenção Provisória.

Causa da morte

Segundo o IML, a causa da morte já foi identificada - a vítima foi esganada pelo criminoso. A hipótese de premeditação está descartada. "Se o assassino tivesse premeditado o crime, teria desovado o corpo e não o deixado dentro do apartamento. Sobre a mala, acreditamos que ele colocou a vítima lá dentro simplesmente porque não sabia o que fazer com o corpo", analisa o delegado Maurício Guimarães Souza.

O estado em que a polícia encontrou a cena corrobora para a tese de um crime eventual, diz o delegado. "Encontramos a porta encostada. Como se o assassino tivesse saído correndo", explica.

O corpo não foi identificado visualmente - entretanto, a filha da possível vítima identificou um anel encontrado no corpo. Os legistas, contudo, não descartam colher material genético da vítima e cruzá-lo com o da menina.        

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