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Suspeito de pedofilia no Ceará cita novos nomes de possíveis vítimas

Suspeito de pedofilia no Ceará cita novos nomes de possíveis vítimas

Atualizado: Quinta-feira, 25 Agosto de 2011 as 1:47

O agricultor suspeito de crimes de pedofilia em Pindoretama, Região Metropolitana de Fortaleza, citou em depoimento três nomes de crianças que podem ser vítimas de atos criminais. A delegada de Pindoretama, Ana Cristina, informou que vai procurar as crianças citadas no depoimento do suspeito. Se confirmados, pode chegar a 22 o número de crianças que sofreram abusos. A delegada ressalta que só exames técnicos poderão confirmar se houve ou não crimes de pedofilia.

A delegada informa também que vai convocar as crianças que já assumiram ser vítimas de abuso para prestar novos depoimentos. A Polícia Civil de Pindoretama expediu documento solicitando apoio dos profissionais de psicologia do Centro de Referência e Assistência Social (Cras). Os psicólogos deverão ajudar no interrogatório sem "agredir" a infância das crianças, explica a delegada.

Ana Cristina diz também que já identificou mães que não permitem que os filhos prestem depoimento. A polícia solicitou ajuda de promotores de Justiça para providenciar intimação às crianças e familiares. "O depoimento de cada criança é importante e as mães têm que entender isso, por mais delicado que seja o assunto", diz a delegada responsável pelo caso.

Na casa do suspeito de pedofilia foram encontradas

roupas íntimas infantis (Foto: Polícia Civil/Divulgação)

Depoimento do suspeito

O agricultor suspeito de pedofilia alegou em depoimento que os remédios que podem ter sido usados para dopar crianças eram de uso particular. Sobre as roupas íntimas infantis encontradas na casa, ele diz que é catador de lixo e que encontrava as peças em lixões. A delegada Ana Cristina afirma que a quantidade de roupas era grande demais para serem encontradas no lixo.

Policiais dizem que o suspeito tenta confundir as investigações e que ele "pleno de suas faculdades mentais".

Ação do suspeito

Segundo a delegada Ana Cristina, o homem oferecia brinquedos, doces e bicicletas para atrair crianças até um casebre na zona rural de Pindoretama. O agricultor também oferecia serviços remunerados, pagando de R$ 0,50 a R$ 2,00. No casebre, segundo policiais, o suspeito dopava as crianças e abusava delas.     As crianças citaram em depoimento que o suspeito também filmava os atos sexuais. Não foram encontrados equipamentos eletrônicos que possam ter sido usados para registrar as cenas. A delegada de Pindoretama descreve o agricultor como "um homem acima de qualquer suspeita". Ele era agricultor cadastrado e frequentava uma igreja na cidade.

Ele foi flagrado por acaso, segundo a delegada, quando a avó de uma criança pediu para o neto devolver uma bicicleta ao dono. Segundo depoimento da avó à polícia, quando o neto foi devolver a bicicleta, o homem estava se masturbando para a criança. Ainda de acordo com a delegada Ana Cristina, o suspeito usava a bicicleta para que as crianças explicassem aos pais o aparecimento de assaduras.

Após a denúncia da avó, outras mães e familiares procuraram a polícia local para relatar casos semelhantes. A polícia decretou prisão preventiva do suspeito e espalhou cartazes pela cidade anunciado procura pelo suspeito dos supostos casos de pedofilia. Os crimes causaram revolta na população de Pindoretama, que apedrejou e destruiu o casebre do suspeito. Tanto no casebre em Pindoretama como na casa onde foi capturado, em Juazeiro do Norte, foram encontradas roupas íntimas infantis.           Fonte; G1

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