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Suspeito de ser mandante de morte de juíza no RJ depõe em Niterói

Suspeito de ser mandante de morte de juíza no RJ depõe em Niterói

Atualizado: Sexta-feira, 18 Novembro de 2011 as 9:47

Julgamento do caso juíza entra no 5º dia

(Foto: Thamine Leta/G1) A Justiça ouve nesta sexta-feira (18) novas testemunhas e envolvidos na morte da juíza Patrícia Acioli . Um dos depoimentos mais importantes e o primeiro do dia é o do  ex-comandante do 7º BPM (São Gonçalo), tenente-coronel Cláudio Oliveira, suspeito de ser o mandante do crime. Este é o quinto dia de depoimentos, que acontecem no Tribubal do Júri, em Niterói, na Região Metropolitana do Rio.

Patrícia Acioli foi morta com 21 tiros em agosto, quando chegava em casa, em Niterói.

PM diz que foi forçado a assinar delação premiada

Na quinta (17), o policial militar Jefferson Araújo, acusado de envolvimento na morte da juíza , disse ao juiz que foi forçado por policiais da Divisão de Homicídios (DH) a assinar um depoimento já pronto, que apontava o tenente-coronel Cláudio Oliveira como mandante do crime. O policial foi um dos beneficiados pela delação premiada , em que se pode reduzir a pena em troca de informações à polícia.

“Eu estava na DAS (Delegacia Antissequestro), encarcerado. Tive várias visitas do comissário (da Divisão de Homicídios). Ele me disse que, se eu não aceitasse fazer a deleção, iria para Bangu 1(Complexo Penitenciário da Zona Oeste do Rio). Depois, ele mostrou um documento já assinado, que me mandava para o Presídio de Catanduvas (Paraná), caso eu não aceitasse fazer a delação nos moldes do que ele estava me propondo. Eu só pensei na minha família.”, acrescentou o PM.

O G1 solicitou uma resposta à acusação do PM para a Polícia Civil do Rio. Mas a assessoria de imprensa informou que, como não teve acesso ao depoimento do policial, não iria se pronunciar sobre o caso. 

Antes de Jefferson Araújo, o policial militar Sérgio Costa Júnior, também acusado de envolvimento no crime, já tinha sido beneficiado pela delação premiada. Na ocasião, Sérgio declarou que a magistrada foi assassinada por ele e pelo tenente Daniel Benitez, que coordenava o Grupamento de Ações Táticas (GAT) do Batalhão de São Gonçalo.

Segundo Araújo, o depoimento que ele assinou tinha o mesmo teor das declarações prestadas por Sérgio anteriormente à polícia.

Jefferson Araújo disse ainda que foi obrigado pelos agentes da DH a ficar sem cueca e sem camisa. Ele também reclamou que não recebeu alimentação e nem colchão para dormir, sendo que na DH, segundo ele, havia uma pilha de colchões diponíveis para os detidos. Relembre o caso

A juíza Patrícia Acioli foi morta no dia 11 de agosto, com 21 tiros, quando chegava em sua casa, em Niterói, na Região Metropolitana do Rio de Janeiro . A juíza tinha um histórico de condenações contra criminosos que atuavam em São Gonçalo. Entrem os alvos investigados por ela, estavam quadrilhas que agem na adulteração de combustíveis e no transporte alternativo, entre outros crimes.

Investigações apontam que a ordem para o crime teria sido do tenente-coronel Cláudio Oliveira, na época comandante do batalhão de São Gonçalo, cidade onde Patrícia atuava como juíza criminal.          

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