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Suspeito preso por pedofilia oferecia fotos em comunidade do Orkut

Suspeito preso por pedofilia oferecia fotos em comunidade do Orkut

Atualizado: Sexta-feira, 12 Fevereiro de 2010 as 12

Uma denúncia anônima levou à prisão de um suspeito de pedofilia, de 21 anos, nesta quinta-feira, dia 11, de acordo com o delegado do Setor Geral de Investigações (SIG) de São Caetano do Sul (no ABC), Fábio Andrade Benedito. A denúncia foi feita por um internauta que integrava a mesma comunidade do Orkut, site de relacionamentos da internet, que o suspeito. Nesta comunidade, ele é acusado de ter oferecido o acesso a fotos e vídeos com pornografia infantil a alguns internautas.

"Depois da denúncia, um investigador nosso entrou em contato com ele, ganhou a confiança dele e conseguiu transferir dois arquivos direto do computador dele. Pedimos, então, um mandado de busca e apreensão e efetuamos a prisão", disse Benedito. Por cada acesso a cada um dos arquivos, o suspeito cobrava um centavo de dólar, de acordo com o delegado.

"Ele contou que vem coletando material na internet de sites estrangeiros há dois anos. Neste tempo, conseguiu reunir cerca de 2 mil fotos, além de vídeos. Em cinco meses, no entanto, ele obteve com a venda do material pouco menos de dois dólares", disse o delegado.

À polícia o suspeito negou ter praticado qualquer ato de pedofilia, no entanto. Apesar disso, ele responderá pelo crime de armazenar material com conteúdo de pornografia infantil, que prevê pena de um a quatro anos de prisão - e por transmiti-lo aos demais supostos pedófilos, pena de três a seis anos de cadeia. "Ele disse que se excitava com isso, mas que nunca tocou em qualquer criança", ressaltou o delegado.

Dono de uma microempresa de fornecimento de suprimentos para informática, o jovem suspeito trabalhava em casa, em São Caetano do Sul, na qual morava junto com o pai e um irmão. "Como trabalhava em casa, não chamava a atenção nem dava motivo para desconfiança. O pai e o irmão ficaram chocados quando souberam o que ele vinha fazendo", contou Benedito. Segundo o delegado do SIG, o material era fornecido principalmente para estrangeiros.

"Ele se considera de uma raça superior e, por isso, mantinha contato mais com o pessoal de fora, do exterior. Ele contou que um internauta do Rio de Janeiro tentou manter contato, mas não quis, porque o considerava inferior", disse Benedito. Na casa do suspeito, além de dois computadores e vários CDs com fotos e vídeos, a polícia apreendeu também uma agenda com anotações e desenhos, como o de uma suástica, símbolo do partido nazista.

Por: Marcelo Mora

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