Suspeito se entrega e confessa morte de adolescente, diz polícia

Suspeito se entrega e confessa morte de adolescente, diz polícia

Atualizado: Terça-feira, 18 Maio de 2010 as 1:05

Um dos suspeitos da morte do adolescente Emerson Pontes, de 13 anos, assassinado perto do Morro do Urubu, em Pilares, no subúrbio do Rio, se entregou à polícia e confessou o crime na noite desta segunda-feira (17). A informação é da Delegacia de Homicídios, na Barra da Tijuca, na Zona Oeste, onde o acusado está preso.   O homem é identificado pela polícia como Ronaldo Carroceiro, que chegou à delegacia acompanhado do advogado. Ele seria o dono do cavalo que Emerson brincava quando foi espancado.   O corpo do jovem deve ser enterrado às 15h desta terça-feira (18) no Cemitério de Inhaúma, na Zona Norte do Rio.

Embora o laudo com a causa da morte ainda não tenha sido divulgado, a polícia já informou que a vítima apresenta sinais de espancamento.

Como foi o crime   Segundo a polícia, o crime teria sido por um motivo banal: Emerson e um amigo de 12 anos, que conseguiu fugir, foram espancados por terem entrado num terreno para brincar com cavalos. Para a polícia, isso teria irritado os donos dos animais.

O corpo do menino foi encontrado na manhã de segunda-feira (17) por policiais militares do 3º BPM (Méier), no meio de muito entulho, em Tomás Coelho, também no subúrbio. Emerson era morador da Favela do Jacarezinhoo e desapareceu na última sexta (14), quando voltava da escola.

Os meninos teriam saído do Jacarezinho e seguiam para a escola quando resolveram descer do ônibus, perto do Morro do Urubu, para brincar com cavalos que estavam num terreno. Ao seguir o animal, eles foram abordados por dois homens que os agrediram. O amigo conseguiu escapar e voltou para casa.

Suspeito negou as agressões

No sábado (15), a polícia chegou a um dos suspeitos: Paulo Henrique Vieira prestou depoimento e negou as agressões. Ele foi autuado por lesão corporal, mas foi liberado em seguida.

A família de Emerson esteve na tarde de segunda-feira (17) na delegacia de homicídios. "É crueldade mesmo, foi maldade, maldade. O garoto tem 13 anos, é uma criança, coisa de criança, qual a criança que não faz travessura? Eu não criei meu filho para ver meu filho desse jeito", disse a mãe do menino.

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