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Técnica de enfermagem aplicava silicone industrial por R$ 1,8 mil a injeção

Técnica de enfermagem aplicava silicone industrial

Atualizado: Terça-feira, 3 Abril de 2012 as 2:19

As pacientes da técnica de enfermagem que usava silicone industrial e metacrilem tratamentos pagavam R$ 1,8 mil por três aplicações. Os procedimentos eram feito dentro da casa delas. Pelo menos três mulheres foram internadas em estado grave após o procedimento, conforme mostrou reportagem do RJTV.

A suspeita, que tem 25 anos, foi presa sexta-feira (30) na Baixada Fluminense e liberada 18 horas depois. Segundo a Polícia Civil, a prisão ocorreu na casa da suspeita em São João de Meriti, também na Baixada, após denúncia de dois maridos de vítimas.

De acordo com a Secretaria estadual de Saúde, duas vítimas deram entrada no Hospital Albert Schweitzer em estado grave em 15 de março. Elas foram internadas depois de uma aplicação de silicone líquido e, nesta terça, apresentavam quadro estável. Ainda segundo a secretaria, todos os dias, as duas são submetidas a procedimentos de limpeza e tratamento dos tecidos afetados pela substância.

Outra paciente também chegou em estado grave no Hospital Geral da Polícia Militar, no Estácio, na segunda (2). Ela deixou o CTI nesta terça, mas continua internada com saúde estável no começo desta tarde.
À polícia, a suspeita confessou que aplicou metacril nas pacientes, que é uma espécie de resina plástica, permitida para a aplicação de médicos. No entanto, suspeita-se que ela tenha usado um produto mais barato, que é usado em indústrias.

De acordo com os agentes, foram encontrados na casa dela remédios e material cirúrgico. Os investigadores chegaram até a acusada após a denúncia do marido de uma das vítimas. Nas imagens feitas pelo celular dele, a esposa se queixa de dor ao ser medicada pela técnica de enfermagem.

Ao reclamarem que não viram resultado, elas passaram por um novo procedimento, desta vez em uma clínica em Bangu, na Zona Oeste. De acordo com a polícia, elas contaram que a suspeita prometeu uma substância mais forte.

Ainda de acordo com a polícia, ela será indiciada por lesão corporal, exercício ilegal da medicina, e também por alterar produto destinado a fins terapêuticos ou medicinais e poderá pegar entre 10 a 15 anos de prisão.

Preço de material que enfermeira diz ter usado é alto

De acordo com o delegado Alexandre Zieher, que investiga o caso, o preço do metacril é alto, portanto, investiga-se a possibilidade de ela ter usado outro material nas aplicações.

“Ela admitiu que usou o produto, mas o produto é muito caro e a gente espera de levantar diversas pacientes que ela possa ter feito essa aplicação. E isso só vai poder ser feito depois de uma análise. Essa resposta, o inquérito está começando, nós vamos levantar isso depois de uma análise da perícia”, explicou ele.

Outras pessoas serão ouvidas no caso, entre eles representantes do laboratório que produz o material e médicos que estavam nos receituários encontrados na casa da suspeita.
“E nós vamos agora ouvir a representante do laboratório, que é exclusivo no Rio de Janeiro, que fornece esse tipo de produto, exclusivamente esse produto. Nós vamos ouvi-lo para ver como foi feita essa venda, o nome do médico que foi usado, nós vamos ouvir esse médico. E vamos ouvir outros médicos que tinham receituários em branco em poder da enfermeira, que foram apreendidos na casa dela”, disse o delegado.

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