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Temer diz que não há motivação partidária em acusação a ministro

Temer diz que não há motivação partidária em acusação a ministro

Atualizado: Quarta-feira, 19 Outubro de 2011 as 4:59

O presidente Michel Temer, com o governador do

Rio, Sérgio Cabral (centro), e o ministro da Saúde,

Alexandre Padilha (dir.), em evento sobre saúde,

no Rio (Foto: Lilian Quaino / G1) O presidente da República em exercício, Michel Temer, disse na tarde desta quarta-feira (19), no Rio de Janeiro, que não crê numa mobilização político-partidária por trás das denúncias contra o ministro dos Esportes, Orlando Silva.

"Se houvesse, eu saberia",  disse o vice-presidente, que ocupa interinamente o cargo de presidente devido à viagem à África da presidente Dilma Rousseff.

Segundo ele, não há trama partidária para desestabilizar o ministro, acusado de envolvimento em um esquema de desvio de verbas públicas de um programa do ministério. O ministro nega e diz que o denunciante, um policial militar do Distrito Federal, mente.

Temer participou no Forte de Copacabana, no Rio, da abertura da Conferência Mundial de Determinantes Sociais na Saúde. Ele afirmou que é preciso "aguardar os acontecimentos" no caso do ministro do Esporte e não se fazer pré-julgamentos. "O ministro está muito convecido de sua posição", declarou.   Petróleo

O presidente em exercício disse que conversou com o governador do Rio, Sérgio Cabral (PMDB), sobre o projeto que altera a divisão das receitas da exploração do petróleo. Segundo ele, na conversa, discutiu soluções para que o Rio, um dos principais estados produtores, não seja prejudicado.

Para Temer, é importante que as negociações continuem, a fim de se evitar que o caso seja levado ao Poder Judiciário, alternativa que será adotada, segundo parlamentares das bancadas de estados produtores, caso esses estados venham a sofrer perdas de arrecadação.

"As negociações continuam. Vamos ver até que ponto o Rio pode ir, até que ponto os estados e a União podem ir. Temos que chegar a um entendimento federativo para não ter que discutir esse assunto no Judiciário", disse.

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