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Temer minimiza polêmica sobre aborto e admite hipótese de 2º turno

Temer minimiza polêmica sobre aborto e admite hipótese de 2º turno

Atualizado: Domingo, 3 Outubro de 2010 as 1:16

Candidato a vice na chapa da petista Dilma Rousseff, Michel Temer (PMDB) admitiu a hipótese de segundo turno após votar hoje de manhã, em São Paulo. No caso de Dilma não conseguir se eleger hoje, Temer diz que será necessário uma "avaliação" para "ver o que aconteceu".

"A hipótese primeira que eu considero é que nós ganhemos no primeiro turno. Se não der no primeiro turno, aí nós vamos considerar o que é que houve, vamos fazer uma avaliação depois para ver o que aconteceu para não dar o primeiro turno", afirmou o presidente da Câmara dos Deputados.

Temer, que nega que uma prorrogação da corrida presidencial até o dia 31 de outubro seja um anticlímax, minimizou o impacto eleitoral da polêmica sobre a posição de Dilma a respeito da legalização do aborto, que a levou a fazer uma reunião com líderes religiosos para negar especulações nesse sentido.

"É um equívoco essa questão do aborto porque a Dilma tem dito com muita frequência que é contra o aborto", afirmou Michel Temer, que votou acompanhado de amigos e correligionários na PUC de São Paulo, em Perdizes. "Essa questão do aborto, se está pegando, pega indevidamente. Mas eu não creio que isso altere muito o quadro eleitoral."

No caso de Dilma Rousseff ser eleita hoje, Temer afirma que o PMDB passará por uma semana de "reflexão" e que só após o feriado de 12 de outubro começará conversas com o PT para tratar do que ele chama de "colaboração" no próximo governo. Segundo o peemedebista, "por enquanto nós só acertamos o papel do PMDB na eleição".

Durante a última semana, Michel Temer, em passagem pelo Rio Grande do Norte, explicitou seu desejo de que o deputado federal Henrique Eduardo Alves (PMDB-RN) seja o seu sucessor na Presidência da Câmara. Hoje, após votar, disse que deve ser mantida a fórmula da legislatura atual, quando o PT presidiu a Casa por um biênio, e o PMDB por outro.

Perguntado se não seria, então, a vez de o PT presidir a Casa, e não um nome do PMDB, Temer desconversou.

"Isso vai depender de conversas que nós vamos ter depois", disse.

Temer almoça em São Paulo e segue por volta das 15h para Brasília, onde deve acompanhar a apuração na residência oficial da presidência da Câmara.     BRENO COSTA

DE SÃO PAULO

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