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Temor com Grécia e expectativa com eleição na Espanha limitam euro

Temor com Grécia e expectativa com eleição na Espanha limitam euro

Atualizado: Sexta-feira, 20 Maio de 2011 as 11:03

LONDRES - O euro devolve os ganhos de ontem frente ao dólar, com preocupações em relação as eleições regionais na Espanha no fim de semana e com a perspectiva de reestruturação na dívida da Grécia alimentando especulações de uma onda de venda da moeda europeia antes do vencimento de opção da moeda.

O yield dos bônus da Grécia subiram forte nesta manhã, indicando a aversão dos investidores pelo risco do país, uma vez que não está claro ainda - apesar de mais de uma semana de discussões - qual será a solução que as autoridades europeias e o FMI encontrarão para as dificuldades de financiamento e cumprimento de suas obrigações com dívida que potencialmente o país deve enfrentar em 2012.

A apreciação da taxa de juro dos papéis do governo da Grécia repercute nos papéis do governo da Espanha, que também sobem diante das eleições regionais no final de semana na Espanha, em meio a protestos contra o governo.

Estrategistas do Brown Brothers Harriman acrescentaram que, diante da agenda vazia nos EUA hoje, o mercado de moedas deve continuar sendo guiado pelo sentimento do mercado de ações e das commodities, assim como tem ocorrido nas últimas semanas - ou seja, o enfraquecimento das ações e especialmente do petróleo implicando venda de várias moedas contra o dólar.

Às 9h24 (de Brasília), o euro caía para US$ 1,4245, de US$ 1,4313 no fim do dia ontem em Nova York, enquanto o dólar operava praticamente de lado a 81,64 ienes, de 81,61 ienes ontem.

Apesar do enfraquecimento do euro nesta manhã, o analista de moedas do Société Générale, Kit Juckes, disse que uma tendência baixista para o dólar tem sido estabelecida porque os investidores estão reduzindo suas expectativas de crescimento econômico e estão satisfeitos, pelo menos por enquanto, com o fato de que o ciclo econômico global tenha se suavizado, ao invés de ter se revertido, mesmo em meio ao início das conversações sobre o fim da flexibilização quantitativa nos Estados Unidos.

"A reação natural dos mercados é olhar para o piso, uma vez que se chegou ao teto da taxa de crescimento", disse Juckes, cintado o limite ao crescimento da China imposto pelo aperto monetário no país, a alta do preço do petróleo, os desastres no Japão, os cortes orçamentários e a retirada dos estímulos fiscais nos EUA.

Mas esse processo de revisão em baixa das expectativas está sendo concluído, trazendo a atenção de volta para a ampla liquidez que está se espalhando nos mercados financeiros e encorajando os investidores a tomar ativos de maior risco. "Para as moedas, isso significa a retomada do tema do iene, do franco suíço e do dólar como não favoritos no mundo", disse Juckes. "Dessa forma, o euro pode voltar a US$ 1,45, em direção a US$ 1,50, e que o dólar pode chegar a 83 ienes", arriscou.

Mas o analista enfatizou que seria fundamental que o euro fechasse antes do final de semana acima de US$ 1,43, particularmente com a perspectiva do vencimento na segunda-feira de opções do euro a US$ 1,4360. As informações são da Dow Jones.

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