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Tempo de espera por serviços funerários começa a diminuir em SP

Tempo de espera por serviços funerários começa a diminuir em SP

Atualizado: Sexta-feira, 2 Setembro de 2011 as 2:22

Entrada do Serviço de Verificação de Óbitos estava

vazia nesta tarde (Foto: Juliana Cardilli/G1)

  O tempo de espera por serviços funerários em São Paulo, como transporte de corpos em enterros, começou a diminuir no início da tarde desta sexta-feira (2), quarto dia de greve da categoria. No Serviço de Verificação de Óbitos (SVO), na Zona Oeste da cidade, poucas pessoas aguardavam a liberação de corpos de parentes pouco depois de 12h, e quem o fazia aguardava dentro do tempo previsto normalmente.

A Justiça determinou a partir desta quinta-feira (1º) que os funcionários do serviço funerário voltassem ao trabalho imediatamente, por se tratar de um serviço essencial, com multa de R$ 60 mil por dia para o sindicato da categoria em caso de descumprimento. O sindicato realizaria uma reunião nesta tarde para definir os rumos do movimento, mas alguns funcionários que haviam parado já voltaram ao trabalho nesta sexta.     No SVO, segundo funcionários, dez corpos aguardavam o transporte para os velórios e cemitérios no início da tarde, considerado normal – entre terça e quinta, o número era bem maior. Segundo a administração, mais carros do serviço funerário guiados por guardas-civis metropolitanos, deslocados para a função, passaram a chegar ao SVO nesta sexta, agilizando as remoções.

A aposentada Feliciana Rodrigues não teve problemas para liberar o corpo do marido nesta sexta. Ela chegou ao SVO às 10h, e às 12h30 já havia sido chamada para a liberação. “Falaram que já vai ter um carro para levar o corpo. Graças a Deus não tive problemas, vim para cá preocupada, achando que ia demorar muito. Vamos poder velar meu marido em paz”, afirmou.

No Cemitério do Araçá, também na Zona Oeste, os sepultadores que haviam parado de trabalhar voltaram ao serviço nesta quinta. Com isso, os enterros ocorriam sem problemas, mesmo que em quantidade menor. Segundo a administração do velório, foram quatro sepultamentos nesta manhã, quando a média em dias normais é de dez. Há outros dois enterros marcados para esta tarde. Nos dois velórios que eram realizados no início da tarde, as famílias não enfrentaram problemas.

Guardas-civis monitoram situação no Cemitério

do Araçá (Foto: Juliana Cardilli/G1) Uma base móvel da Guarda Civil Metropolitana estava estacionada em frente ao velório, para garantir que os funcionários que voltaram ao trabalho não fossem impedidos por grevistas.

Ainda com problemas

A situação, entretanto, ainda não foi normalizada em toda a cidade. A dona de casa Sandra Sanches, de 26 anos, acompanhava o vizinho que perdeu durante o parto de sua mulher na madrugada de quinta para tratar dos trâmites do enterro. “Só às 21h de ontem o corpo da criança foi retirado do hospital. Foi para o SVO, e falaram que ia liberar agora ao meio-dia. Mas a gente não sabe se vai ter carro”, afirmou ela no Cemitério do Araçá, onde tratava da compra do caixão.

Pouco depois, já no SVO, a família encontrou novamente a reportagem do G1, e contou que o enterro só poderá ser realizado às 8h de sábado (3) no Cemitério da Vila Alpina, na Zona Leste.

Prefeitura

A Prefeitura teve de contratar 15 carros de empresas particulares para auxiliar nos transportes de corpos e 262 guardas-civis metropolitanos foram deslocados para dirigir os carros do serviço funerário municipal enquanto os agentes funerários estão parados. Funcionários de outras áreas nos cemitérios também foram deslocados para fazer os enterros.

Nesta manhã, o prefeito Gilberto Kassab disse novamente que a greve não é instrumento de negociação em caso de serviços essenciais, como o serviço funerário, e que está aberto para diálogo com os trabalhadores. Kassab também se disse mais tranquilo nesta sexta, com a melhor integração entre os funcionários que foram deslocados para cobrir os trabalhadores em greve e ressaltou o apoio da Guarda Civil Metropolitana.

“Hoje continua da mesma maneira, muitos já voltaram a trabalhar, e esperamos que prevaleça o bom senso, que todos aqueles que ainda não voltaram, que voltem”, afirmou.          

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