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'Tentei impedi-la', diz mãe de professora morta em enchente

'Tentei impedi-la', diz mãe de professora morta em enchente

Atualizado: Quarta-feira, 22 Dezembro de 2010 as 3:04

 “Tentei impedi-la. Tentei segurá-la pelo braço para ela não descer ao estacionamento, mas não consegui”, disse a dona de casa Neide Rizzo, mãe de Michele Borges, encontrada morta na madrugada desta quarta-feira (22), após ter sido levada na noite anterior pela correnteza que atingiu o condomínio da Zona Sul de São Paulo onde ela morava.

A professora Michele Borges, de 28 anos, foi a primeira vítima das enchentes causadas pelas chuvas do verão em São Paulo. A vítima morava no sexto andar do bloco 13 do Condomínio Projeto das Américas, na Estrada do M’Boi Mirim. O conjunto de 14 blocos de oito andares cada um fica sobre um córrego, que transbordou na noite de terça (21), inundando o estacionamento. A enxurrada levou diversos carros de moradores, danificando-os.

Um dos veículos era o de Michele, que desceu para tentar resgatá-lo. “Eu fiz de tudo para ela não descer, mas não teve jeito. Demoraram para me dizer que ela havia sumido. Agora não tem jeito, minha filha está morta”, disse Neide por telefone ao G1 .

“Eu não vi quando a água pegou minha filha. Ainda estava em cima. Uma vizinha me contou. Ainda tentaram tirá-la da água, mas dois muros do condomínio ruíram com a força da correnteza, que destruiu as paredes e veio com tudo carregando minha filha”, disse a mãe da professora, que soube na terça que havia passado num concurso público para dar aulas no ensino estadual.

Segundo o irmão de Michele, o analista Leandro Borges, de 32 anos, ela será velada na tarde desta quarta no cemitério Santo Amaro. O enterro está marcado para a manhã de quinta no mesmo local.    

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