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Terra nos sapatos de Mizael é igual à da represa onde Mércia foi achada

Terra nos sapatos de Mizael é igual à da represa onde Mércia foi achada

Atualizado: Segunda-feira, 19 Julho de 2010 as 9:37

Uma informação obtida pelo Fantástico põe o advogado e ex-policial militar Mizael Bispo dos Santos na cena do assassinato da também advogada Mércia Nakashima. Peritos da polícia de São Paulo fizeram uma análise em um par de sapatos de Mizael e descobriram fragmentos de terra e gravetos compatíveis com os que existem perto da represa onde o corpo de Mércia foi encontrado. O material recolhido da sola dos sapatos de Mizael foi levado para o Laboratório do Instituto de Criminalística de São Paulo. Em um microscópio, os peritos analisaram os cristais presentes na terra e compararam com os encontrados no sapato do suspeito. As cores dos cristais misturados à terra são uma maneira de diferenciar um solo de outro. Por exemplo, a terra da represa tem cristais de cores diferentes daqueles encontrados na região onde Mizael mora, em Guarulhos. Isso porque a condição do solo, o ambiente externo e a localização interferem na formação desses cristais. O resultado da perícia desse material deve ser entregue, esta semana, ao delegado que investiga o crime.

Mizael é um homem acuado: suspeito de assassinato, ele se defende: “Eu não matei a Mércia, não tinha nenhum motivo para matar a Mércia”. Outro homem, Evandro Bezerra Silva, segurança e ex-funcionário de Mizael, foi preso em Sergipe, no dia 9 de julho. Em depoimento gravado pela polícia de São Paulo, logo depois da prisão, acusa Mizael de ter matado a advogada Mércia Nakashima.

“Quando eu cheguei lá, eu fiz volta. Ele já estava subindo. Ele só comentou assim. Eu falei: e aí, meu o que é que você aprontou? Já era. Ela já era. Sem comentário. Ele estava meio assim, assustado, né?”, diz Evandro.

Questionado se ficaria frente a frente com o Evandro que o acusa o senhor de ter matado a Mércia. Mizael responde; “Por que não? Só assim eu queria ver se ele falava nos meus olhos, de que forma que eu matei a Mércia”, afirma Mizael.

A história de Mizael e Mércia começou em 2005. Namoraram por quatro anos. Em setembro do ano passado, ela terminou o romance. Mas, segundo Mizael, eles continuaram se encontrando. “A gente saía. O relacionamento sem compromisso sério um com o outro para mim estava excelente”, diz Mizael.

Mas uma longa mensagem eletrônica enviada em abril para Mércia indica o contrário. No texto, Mizael se mostra magoado e descontente com o rumo do relacionamento. "Eu te liguei e não me atendeu, embora não lhe dei motivos para tanto descaso, pois como eu lhe disse, ou você está namorando comigo, ou não está".

Em outro trecho, ele diz: "Da maneira que estamos vivendo, não tenho paz de espírito, pois nem sei o que somos um do outro, pois você quando quer sair por aí sozinha, me isola de uma vez por todas, desliga os telefones para eu não te ligar e assim vai para onde quer sozinha."

E vai além: “Não quero mais essa situação para mim, por isso peço a você que siga seu caminho com suas mentiras, suas desculpas quando quer afastar de mim, suas dissimulações, achando que sou idiota, mas até pareço um idiota, mas não sou nada disso".

Para o delegado que investiga o caso, Antônio de Olim, Mizael é o principal suspeito: “Ao mesmo tempo que ela saía com ele, ela rejeitava ele. Então isso foi acumulando e ele falava para o próprio Evandro, o Evandro tem depoimento que fala: ‘Eu vou matar a Mércia. A Mércia está saindo com outras pessoas’. E matou”.

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