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Terror supostamente filmado sem cortes gera polêmica em Sundance

Terror supostamente filmado sem cortes gera polêmica em Sundance

Atualizado: Quarta-feira, 26 Janeiro de 2011 as 2:57

O filme de terror "Silent use", que será exibido nesta quarta-feira (26) no Festival de Sundance, está gerando polêmica no maior evento do cinema independente, sediado em Park City, nos EUA.

O longa-metragem é dirigido pelo casal Chris Kentis e Laura Lau, que ficou conhecido por outro terror, "Mar aberto" (2003), e foi supostamente filmado sem cortes, em uma tomada única. Ao menos é o que afirmam os produtores de "Silent House", como parte da campanha de marketing do filme.

Mas a afirmação tem sido questionada por jornalistas presentes no festival, que dizem ter visto cortes no filme e acusam os produtores de "propaganda enganosa".

Refilmagem de terror uruguaio

A trama é uma versão do terror uruguaio "La casa muda", dirigido por Gabriel Hernandez, e traz a história de Sarah, uma garota que fica presa em uma casa amaldiçoada. A protagonista é interpretada por Elizabeth Olsen, irmã mais nova das gêmeas Mary-Kate e Ashley Olsen.

De acordo com o material de divulgação oficial, o longa "acompanha a personagem em uma tomada contínua, sem cortes, chamando o público para sua realidade, provocando uma experiência visceral".

Porém, após uma sessão promocional do filme, jornalistas de diversos veículos de comunicação, como os jornais "Los Angeles Times" e "New York Times" e os sites especializados "SlashFilm" e "MoviesOnline" observaram que, ao contrário do que tinha sido propagandeado, a produção possui sim cortes.

Em texto publicado no jornal de Los Angeles, o repórter John Horn explica que "a edição não é óbvia, até o o mais astuto estudante de cinema teria dificuldade de apontar precisamente onde os diretores fizeram seus cortes". "Se eles continuarem a anunciar o filme dessa forma, será propaganda enganosa", opina o jornalista Peter Sciaretta, do "SlashFilm".

E a campanha de marketing de "Silent house" em Sundance parece já estar fazendo efeito, já que os direitos de distribuição mundial do longa já foram comprados no festival por US$ 3 milhões.

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