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Testemunha de agressão na Paulista reforça depoimento de vigia

Testemunha de agressão na Paulista reforça depoimento de vigia

Atualizado: Segunda-feira, 22 Novembro de 2010 as 3:58

Mais uma testemunha do ataque de um grupo de jovens - quatro adolescentes e um maior de idade - a um rapaz na Avenida Paulista, ocorrido no dia 14, foi ouvida pela Polícia Civil nesta segunda-feira (22). O porteiro Ramiro Porfírio dos Santos, de 25 anos, afirmou em depoimento no 5º Distrito Policial de São Paulo, na Aclimação, que ficou impressionado com a violência dos agressores.

Para o delegado José Matallo, titular do 5º DP, o depoimento dele reforça o que outra testemunha do caso, um segurança do prédio, disse na última sexta-feira (19). “Houve uma agressão covarde”, resumiu. Ele acrescentou que espera concluir o inquérito ainda nesta semana. Para tanto, falta ouvir ainda a vítima, seus dois amigos que presenciaram a agressão e não reagiram, e novamente os agressores. “Quero saber quem bateu com a lâmpada no rosto do jovem”, concluiu o policial.   No dia do crime, Santos estava na portaria do edifício onde trabalha, na avenida da capital paulista. A calma daquele dia 14, um domingo, foi quebrada pelo barulho de vidro sendo estilhaçado. “Ouvi uma lâmpada estourando. Quando vi pela vitrine, estavam três chutando um rapaz no chão.”

O porteiro decidiu chamar o vigia do edifício, Rafael Fernandes, para separar a briga. Na sexta-feira (19), o segurança afirmou em depoimento à polícia que os agressores são homofóbicos. “Batemos porque ele é veado, foi o que eles me responderam. Aparentemente, foi preconceito”, contou Fernandes.

Santos, porém, não ouviu o que os rapazes disseram. “Eu estava dentro do prédio”, afirmou. Quando os jovens foram embora, o porteiro foi ajudar a vítima a se levantar. “Ele estava muito confuso, com a cara toda ensanguentada.”

Agressão

No total, três pessoas teriam sido agredidas. Quatro adolescentes de classe média, com idades entre 16 e 17 anos, suspeitosdo ataque chegaram a ser apreendidos pela PM e levados ao 5º DP. De lá, seguiram à Fundação Casa (extinta Febem), onde dormiram na ala de internação a espera da oitiva que iriam prestar ao promotor do caso e a um juiz. Acompanhados dos pais e advogados, eles deram depoimento e foram liberados para aguardar o processo em liberdade.

O quinto jovem suspeito de agredir os três rapazes, um rapaz de classe média de 19 anos amigo dos outros quatro menores, chegou a ser preso, mas depois foi solto, por decisão da Justiça. Seus advogados haviam entrado com um habeas corpus alegando que ele tem residência fixa e trabalha em atividade lícita.    

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