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Testemunhas confirmam que menor em carro atropelou bebê, diz polícia

Testemunhas confirmam que menor em carro atropelou bebê, diz polícia

Atualizado: Quarta-feira, 28 Setembro de 2011 as 4:41

A delegada titular Márcia Julião, da 34ª DP (Bangu), já ouviu todas as testemunhas do atropelamento de mãe e seu filho de seis meses, numa calçada na Vila Kennedy,  em Bangu, na Zona Oeste do Rio, na última sexta-feira (23). O bebê morreu e a mãe ficou ferida no acidente. Segundo a Polícia Militar, o motorista do veículo perdeu o controle, subiu a calçada e atingiu a criança.

De acordo com a delegada, foram ouvidas na terça-feira uma mulher que estava junto com a mãe no momento do atropelamento, além de duas pessoas que viram o atropelamento. Um menor já havia sido identificado como atropelador , e, de acordo com Márcia Julião, as testemunhas confirmaram a autoria do atropelamento. O menor continua foragido.

"A menina (testemunha) conhecia o menino de vista. E só nos deu a certeza de que é ele", afirmou a delegada. De acordo com a polícia, a mãe ainda correu atrás do atropelador, que fugiu a pé em direção à Avenida Brasil.

Segundo a delegada, foi aberto um auto de investigação de ato infracional para apurar as responsabilidades do menor, que está foragido. Na segunda-feira (26), a delegada ouviu o depoimento da mãe do bebê.

"Ele é conhecido na comunidade. Estava dirigindo um Chevette, sem habilitação. Já apuramos que ele costuma ficar rodando de carro pela comunidade, mesmo sem ter carteira. O carro que não consta como roubado, está no nome de uma pessoa que já faleceu. Embora antigo, não tem uma multa, mas não passa por uma vistoria há anos. É um desses típicos carros que ficam sendo usados só na comunidade", disse a delegada na segunda-feira.

Segundo Márcia Julião, a mãe do suspeito esteve na delegacia no dia do atropelamento. Ela contou que voltava para casa quando ouviu o burburinho na rua e decidiu se informar. Ela contou na delegacia que o filho está desaparecido desde a sexta-feira.

"Como se trata de um menor, abrimos uma investigação por ato infracional que tem como agravantes um homicídio doloso e uma lesão corporal dolosa. Isso sem falar da fuga do local sem prestar socorro e da falta de habilitação para dirigir. Tudo isso pode agravar a situação do menor. O que apurarmos será encaminhado à 2ª Vara da Infância e da Adolescência. Lá, o juiz vai determinar que tipo de medida será aplicada ao menor" explicou Márcia Julião.

"A vítima contou que antes do atropelamento, ele já estava rodando com o carro na comunidade e já havia se envolvido em outras pequenas batidas, naquele mesmo dia", acrescentou a delegada.

Bebê atropelado no Méier

No dia 14 de setembro, um bebê morreu atropelado e mãe dele ficou ferida no Méier. Segundo a polícia, um motorista teria atingido o carro de uma policial civil, que perdeu o controle e invadiu a calçada, atropelando a mãe e a criança, que estava num carrinho de bebê. Ainda de acordo com os agentes, a motorista do outro automóvel nada sofreu.        

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