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Testemunhas e réu são ouvidos na 1ª audiência sobre crime em Abrantes

Testemunhas e réu são ouvidos na 1ª audiência sobre crime em Abrantes

Atualizado: Quarta-feira, 26 Outubro de 2011 as 12:54

Começou por volta das 9h desta quarta-feira (26), na 1ª Vara Crime do Fórum de Camaçari, região metropolitana de Salvador, a primeira audiência de instrução e julgamento sobre o crime que matou a adolescente Adriani Melo de Jesus , de 16 anos, no distrito de Vila de Abrantes, em junho deste ano.

Participam da sessão a juíza Mariana Deiró, o promotor de Justiça Ricardo Andrade, o advogado de defesa Alano Frank, e o guarda municipal de 44 anos, denunciado pela Justiça como réu do caso. De acordo com Wellington Aquino, diretor da 1ª Vara Crime, a audiência é una , ou seja, tem por objetivo ouvir depoimentos das testemunhas de defesa e de acusação, além do réu.

Está previsto para serem ouvidas as oito testemunhas de defesa, número máximo previsto por lei, e as de acusação, que não atingiram o número permitido de oito, segundo o diretor da Vara. Os familiares do réu estão em maior número na audiência. Não há previsão do horário de término da sessão judicial.   Crime

Segundo o namorado da estudante, um adolescente de 17 anos, eles voltavam da casa de uma amiga quando foram abordados por um homem armado, que desceu de um carro. Ainda de acordo com o rapaz, o mesmo homem mandou que ele fugisse e levou a jovem. O celular da vítima foi encontrado na estrada.

O pai de Adriani reconheceu o corpo da adolescente, localizado na tarde do dia 29 de junho, mesmo dia do rapto. Ela foi morta com três tiros, um no peito e dois na cabeça, conforme apuração da polícia.

A família contesta a acusação, alegando que no dia do crime o guarda municipal deixou o plantão pela manhã e passou o resto do dia no bairro do Curuzu, onde mora com a família. A auxiliar de enfermagem, Irailva Lima da Conceição, considera a prisão do marido injusta. "Eles [a polícia] disseram que o material colhido para exame de DNA foi insuficiente. A gente até agora não sabe por que envolveram ele [guarda municipal] nisso", relata. "Ele também está sem entender por que está acontecendo tudo isso. Meu marido está muito triste e depressivo", completa.

Justiça: indiciamento e denúncia

O inquérito policial do caso foi concluído pelo delegado Marcos Tebaldi, da 26ª Delegacia, em Camaçari, no fim da tarde do dia 23 de agosto. A principal prova contra o guarda, segundo a polícia, é que o namorado da vítima observou diversas fotografias e apontou a imagem dele como autor.

O guarda municipal foi detido por policiais quando saía de um plantão de 12 horas, em Lauro de Freitas, em cumprimento de mandado de prisão temporária concedido pela juíza Mariana Deiró, da 1ª Vara Crime de Camaçari. A mesma juíza acatou o pedido de prisão preventiva no dia 18 de agosto. A polícia, então, apresentou o guarda como principal suspeito no dia 19 de agosto, no auditório da Polícia Civil, no bairro da Piedade. O guarda municipal tem 44 anos, é casado e mora com seus três filhos. Ele continua preso.

O Ministério Público da Bahia (MP-BA) acatou o indiciamento da polícia e denunciou à Justiça, no dia 29 de agosto, o guarda municipal como o autor do crime que matou a jovem. A promotora de Justiça de Camaçari, Karyne Simara Macedo Lima, autora da denúncia, acusa o guarda de homicídio qualificado, por motivo torpe e sem possibilidade de defesa da vítima e estupro. Procurada pelo G1 na ocasião, a promotora não quis se pronunciar sobre o caso.        

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