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Testemunhas farão reconhecimento de suspeito detido no caso Vanessa

Testemunhas farão reconhecimento de suspeito detido no caso Vanessa

Atualizado: Quinta-feira, 24 Fevereiro de 2011 as 2:14

A Polícia Civil de Santana de Parnaíba, na Grande São Paulo, informou nesta quinta-feira (24) que só irá pedir à Justiça a prisão temporária do homem detido no dia anterior em Carapicuíba como suspeito de envolvimento no assassinado de Vanessa Vasconcelos Duarte se as testemunhas o reconhecerem.

De acordo com o delegado Zacarias Tadros, titular do Setor de Homicídios e Preoteção à Pessoa, responsável pela investigação do caso, três testemunhas são aguardadas para comparecerem nesta quinta na delegacia, em Santana de Paranaíba, onde farão o reconhecimento do homem detido.

"Somente após termos a confirmação das testemunhas de que o homem detido é o mesmo que elas viram perto do veículo que a vítima dirigia é que poderemos pedir ou não a prisão do suspeito", afirmou o delegado Zacarias Tadros. "Vou colocar seis pessoas perfiladas que as testemunhas não conhecem, juntamente com o homem detido. As testemunhas terão de dizer quem elas viram em 12 de fevereiro".     O corpo da vendedora de 25 anos foi achado num matagal em Vargem Grande Paulista em 13 de fevereiro, um dia após ter desaparecido da casa do noivo em Barueri. O veículo que ela dirigia foi encontrado a sete quilômetros do corpo, no mesmo dia do sumiço. Peritos informaram que ela sofreu violência sexual e foi morta por asfixia.

Segundo o delegado que investiga o caso, duas ou três pessoas poderiam ter cometido o crime. Até o momento, o homem detido em Carapicuíba é tratado como "averiguado" e não teve a prisão temporária pedida pela polícia.

Tadros informou que a detenção dele ocorreu após denúncias feitas por telefone. "Tivemos a informação de pessoas viram dois homens parecidos com as imagens que divulgamos dos suspeitos do crime descerem juntos de um táxi naquela região de Carapicuíba, divisa com Barueri", disse o delegado.

Os dois suspeitos da morte de Vanessa que estão sendo procurados pela polícia são o ex-presidiário Edson Gouveia, que teve a prisão temporária decretada pela Justiça e ainda não foi localizado, e um homem branco, que não teve o nome divulgado. O site da Polícia Civil divulgou a foto do primeiro e um retrato falado do segundo.

O local apontado como esconderijo de Edson, que tem o apelido de Buda e Gigante (por causa de seus 2 metros de altura)  e do homem branco era um casarão abandonado, usado por usuários de drogas, em Carapicuíba.

"A gente tinha informação de que o Edson e o outro suspeito estavam na casa, mas só achamos um homem branco muito parecido com o retrato falado. O Edson não estava, mas como ele é usuário de drogas, não deve ter ido muito longe. Achamos que ele deve estar ainda na Grande São Paulo, procurando entorpecentes", disse Tadros.

A identidade do homem detido nesta operação da polícia em Carapicuíba ainda não é conhecida, segundo o delegado. "Ele estava sem documentos e estamos checando quem ele possa ser. O que posso dizer é que tem arranhões no braço e tatuagens".

Ainda de acordo com Tadros, o suspeito detido não confessou nenhuma participação no crime. "Como ele está visivelmente atordoado pelas drogas que deve ter consumido, estamos esperando ele voltar a sua consciência normal. Mas só vamos ouvi-lo após o reconhecimento das testemunhas, e se elas o apontarem como o homem que pode ter participado do crime."

Outra suspeita da investigação, é que o homem detido possa ter auxiliado os dois principais homens apontados como assassinos na fuga para o interior de São Paulo, logo após o crime.

Buscas por suspeitos

Nos últimos dois dias, a polícia esteve em 20 lugares em cidades da Grande São Paulo à procura de Edson, principal suspeito pelo assassinato de Vanessa. As buscas foram feitas inclusive na casa da ex-mulher dele. Segundo as investigações, ele já foi casado e tem dois filhos. A Justiça decretou a prisão temporária dele na sexta-feira (19).

Edson, apontado pela polícia como estuprador e assassino de Vanessa Duarte, tem uma longa ficha policial, mas estava fora da cadeia porque conseguiu o benefício da liberdade condicional. Ele tem 35 anos, tatuagem de pantera no braço direito. Já passou por 18 unidades do sistema prisional do estado de São Paulo em 13 anos. Foi condenado três vezes por assalto.

Há um ano, ganhou o benefício da liberdade condicional, quando deixou o Centro de Progressão Penitenciária de Mongaguá, sem passar pelo exame que avalia a personalidade do criminoso e os riscos que ele pode oferecer à sociedade.    

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