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TJ nega habeas corpus a suspeito pela morte do prefeito de Jandira

TJ nega habeas corpus a suspeito pela morte do prefeito de Jandira

Atualizado: Terça-feira, 21 Dezembro de 2010 as 1:42

O Tribunal de Justiça de São Paulo divulgou nesta terça-feira (21) que foi negada a liminar no pedido de habeas corpus impetrado na segunda-feira (20) pela defesa do ex-secretário municipal de Habitação de Jandira, Wanderley Lemes de Aquino, preso sob suspeita de crimes contra a administração pública. Aquino também é investigado pela morte do prefeito da cidade, Braz Paschoalin, ocorrida há 11 dias. A decisão foi divulgada nesta terça-feira pelo TJ.

A defesa de Aquino alegou que ele estaria sofrendo constrangimento ilegal por parte do juiz da 1ª Vara Criminal de Barueri e pediu a imediata suspensão do decreto de prisão preventiva ou a concessão de liberdade provisória, com pagamento de fiança. O relator do caso, desembargador Geraldo Wohlers, não viu os requisitos mínimos necessários para conceder a liminar e manteve o ex-secretário preso.   Segundo o advogado Mauro Otávio Nacif, que representa Aquino no caso das investigações da morte de Paschoalin,seu cliente era muito amigo do prefeito e não tinha razões para matá-lo.

”Realmente houve comentários de que ele não gostava do prefeito. Essa prisão temporária, por 30 dias, é baseada nisso. Não há uma carta, alguém que esteja acusando o secretário. Nem os homens detidos por suspeita de matar o prefeito o acusam. Há suposições, fofocas”, disse Nacif.

No pedido de habeas corpus, o advogado alega que seu cliente deve permanecer em liberdade durante as investigações sobre a morte do prefeito de Jandira porque é réu primário, tem bons antecedentes criminais e residência fixa. Segundo Nacif, a defesa de Aquino já havia impetrado na semana passada com um pedido de habeas corpus relativo ao crime contra administração pública.

Morte de prefeito

Segundo a polícia, Aquino pode ter ligação com os quatro homens presos até agora por suposto envolvimento no crime. Em depoimento à polícia, testemunhas teriam dito que Aquino estava intimidando parentes do prefeito e funcionários da prefeitura. Segundo a investigação, antes e depois do assassinato do prefeito, os suspeitos presos falaram ao telefone com pessoas próximas ao secretário. Foram identificadas ainda muitas ligações para ramais da prefeitura usados pelo secretário.    

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