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Trabalhadores da América Latina não tem habilidades cristicas para o século 21, diz estudo

Trabalhadores da América Latina não tem habilidades cristicas para o século 21, diz estudo

Atualizado: Sexta-feira, 23 Outubro de 2009 as 12

Resultados mostram que apoio do setor privado para a educação é essencial para melhorar competitividade da força de trabalho na região

A FedEx Express e a Dell Inc. divulgaram os resultados da pesquisa Habilidades para competir: depois da educação secundária e a sustentabilidade empresarial na América Latina, realizada pelo Economist Intelligence Unit (EIU).

O estudo, encomendado pelas duas empresas, revela que os empregadores da América Latina acreditam que os trabalhadores da região não possuem as habilidades necessárias para atuar no mercado global e competitivo de hoje. A pesquisa revela ainda que alunos se formando na faculdade e ingressando no mercado de trabalho frequentemente não possuem habilidades interpessoais, um fato que pode prejudicar suas chances para sucesso e a sustentabilidade de empresas da região.

A colaboração e as parcerias entre o setor público e privado são fatores críticos para melhorar a qualidade da educação e a competitividade geral da força de trabalho da América Latina," disse Juan N. Cento, Presidente da Divisão de América Latina e o Caribe da FedEx Express. "A FedEx solicitou essa pesquisa para levar adiante o debate sobre a importância de um trabalho colaborativo, globalizado e conectado entre as instituições educacionais e o setor privado."

"Para competir em uma força de trabalho global, latino-americanos devem desenvolver habilidades como pensamento crítico e resolução de problemas, além de conhecimentos tradicionais, como ciências e matemática", diz Raymundo Peixoto, Diretor Geral da Dell Brasil. "Sentimo-nos orgulhosos por ajudar a desenvolver essas qualidades por meio de parcerias com sistemas de educação na América Latina, e por criar tecnologias acessíveis para as salas de aula, o que melhora o desempenho e aprendizagem dos alunos".

A pesquisa também revelou que:

97% dos pesquisados disseram que a globalização aumentou a necessidade por habilidades interpessoais. De acordo com a pesquisa, habilidades que incluem o pensamento crítico (76%), resolução de problemas (73%) e habilidades para a vida cotidiana (72%) são ainda mais importantes no trabalho.

Entretanto, as "habilidades específicas" como múltiplos idiomas, proficiência em tecnologia e ciências, engenharia e matemática ainda foram selecionadas como áreas que serão importantes em cinco anos - especialmente para pequenas empresas. Ao ajudar a melhorar as qualificações do estudante, as grandes empresas se concentram mais em buscar melhorias dentro das instituições de ensino, enquanto as pequenas empresas buscam levar os alunos para o mercado por meio de estágios e programas que integrem o estudo e o trabalho. Os alunos na América Latina passam menos tempo na escola se comparados a seus pares em outros países, e a produtividade dos trabalhadores regionais está abaixo dos níveis asiáticos, de acordo com a pesquisa do Economist Intelligence Unit, de 2008*.

O desafio que a região enfrenta para atender às demandas do novo ambiente de negócios global reside no treinamento das pessoas em habilidades técnicas (ciência, tecnologia, engenharia e matemática) e interpessoais (pensamento crítico, resolução de problemas e habilidades para a vida). Os executivos na América Latina reconhecem a importância de uma força de trabalho educada para a competitividade empresarial e concordam que o setor privado desempenha um papel importante na preparação de alunos.

* Estudo EIU de 2008 - Em busca de sustentabilidade empresarial: e educação na América Latina e o papel do setor privado.

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