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Trabalhadores do Porto do Açu continuam em greve

Trabalhadores do Porto do Açu continuam em greve

Atualizado: Quinta-feira, 31 Março de 2011 as 1:32

Após três dias de greve, os trabalhadores do consórcio ARG Civil Port, que atua nas obras do empresário Eike Batista no Porto do Açu, em São João da Barra (RJ), mantêm a paralisação nesta quinta-feira (31).

De acordo com o Sindicato dos Trabalhadores da Indústria da Construção Civil e Mobiliário, a reunião realizada na noite da quarta-feira não resultou em acordo.

Os trabalhadores, que nesta manhã voltaram a bloquear a via de acesso ao porto - inclusive com queima de pneus -, reivindicam melhoria salarial, adicional de 30% de periculosidade, participação nos lucros e resultados, seguro de vida e adaptações no alojamento.

Ainda conforme o sindicato, uma nova reunião será realizada na tarde desta quinta-feira (31), na tentativa de negociação.

    Nesta quarta, a LLX disse que cerca de 300 trabalhadores estariam em greve. Já segundo o sindicato, a paralisação reúne cerca de 1.200 funcionários - número mantido nesta manhã.

“Não concordo que os trabalhadores voltem a trabalhar sem nenhuma definição”, disse o presidente do sindicato, José Carlos da Silva Eulálio. Segundo ele, na reunião realizada na quarta-feira, no Ministério do Trabalho, entre representantes da empresa, a comissão dos trabalhadores e o sindicato, o fiscal do governo sugeriu que os operários voltassem ao trabalho enquanto o sindicato continuasse as negociações.

“Essas reivindicações fazem parte de uma convenção já vencida, ou seja, eles têm é que cumprir os pedidos dos trabalhadores”, acrescentou o presidente.

Complexo do Açu

O complexo em construção é considerado um dos maiores empreendimentos de Eike e inclui a construção de um terminal portuário, com previsão para entrar em atividade em 2012, além de estaleiro, usina térmica a gás natural, entre outras instalações, numa área total de 9 mil hectares. O investimento total é de R$ 3,4 bilhões, sendo que R$ 1 bilhão só no terminal portuário dedicado ao minério de ferro.

De acordo com Eulálio, a greve começou à 0h e o acesso ao canteiro de obras está bloqueado desde as 5h de terça-feira (29). "O movimento é pacífico. Dormimos na estrada e não houve tumulto", disse.

Segundo a LLX, a paralisação ocorre apenas no píer de minério – que, atualmente, está com 65% das obras executadas. No total, atuam no Porto do Açu 1.943 trabalhadores e a obra segue em andamento.

"A LLX cumpre rigorosamente todas as normas e determinações da legislação trabalhista, além de exigir em contrato o mesmo padrão de seus parceiros. O cronograma das obras do Superporto segue normalmente", informou a empresa em nota.      

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