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Trabalhadores sem-terra acampam na unidade do Incra em Curitiba

Trabalhadores sem-terra acampam na unidade do Incra em Curitiba

Atualizado: Quarta-feira, 24 Agosto de 2011 as 12:01

Quase 200 integrantes do Movimento dos Trabalhadores Sem-Terra (MST) do Paraná ocuparam na manhã desta quarta-feira (24) a unidade do Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária (Incra) de Curitiba. A ação faz parte de uma mobilização nacional do movimento que cobra medidas do governo federal em relação à reforma agrária.

Segundo o MST, o movimento está organizado em 17 estados mais o Distrito Federal. Na terça-feira (23), representantes do MST foram recebidos pelos ministros Gilberto Carvalho, da Secretaria-Geral e Gleisi Hoffmann, da Casa Civil.

Ramon Brisola, um dos coordenadores do MST no Paraná, afirmou que os trabalhadores devem ficar na sede do Incra por tempo indeterminado. “Vai depender de Brasília”, disse Brisola.

O movimento requer que as 60 mil famílias que estão acampadas em todo o Brasil sejam assentadas e que o governo federal apresente um plano nacional de reforma agrária para os próximos três anos deste mandato.

Na avaliação de Brisola é preciso também oferta infraestrutura para os trabalhadores. Eles pedem um compromisso federal para que haja crédito para os agricultores e educação para os filhos dos assentados. “Não é só distribuir terra”, disse o coordenador do MST no estado. Segundo ele, manifestações semelhantes ocorrem em Maringá, Francisco Beltrão, e Laranjeiras do Sul.   No Paraná, de acordo com Brisola, são seis mil famílias acampadas e 20 mil assentadas. A maior concentração está em municípios da região Oeste e Norte do estado.

O superintendente regional do Incra no Paraná, Milton Bezerra Guedes, recebeu um grupo de trabalhadores rurais na terça-feira (23). Em entrevista ao G1 , ele relatou que informou aos trabalhadores a contratação de novos profissionais para assistência técnica específica para os trabalhadores acampados e a construção de duas agroindústrias nos assentamentos de Laranjeira do Sul e Querência do Norte que, de acordo com o superintenente, representam R$ 2 milhões. Guedes afirmou que os trabalhadores sem terra reagiram bem à notícia.

Reforma Agrária no Paraná

Conforme dados do Incra, as seis mil famílias que estão acampadas no Paraná, estão distribuídas em 72 áreas ocupadas há anos. O MST informa que estas ocupações existem há mais de uma década.

Guedes afirmou que destas propriedades ocupadas, 32 estão em estado avançado para desapropriação. Segundo ele, a verba necessária para comprar é de R$ 200 milhões.

Na avaliação dele, até o final deste ano os processos devem ser concluídos. “No ano passado, conseguimos R$ 80 milhões”, declarou o superintendente. “Nós estamos nesta busca de solucionar especialmente a parte do conflito no Paraná”, acrescentou o superintendente do Incra no estado.  

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