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Trânsito em Campo Grande registra cinco mortes de idosos em maio

Trânsito em Campo Grande registra cinco mortes de idosos em maio

Atualizado: Sexta-feira, 27 Maio de 2011 as 3:50

  Em algum dia, todos nós vamos ficar com cabelos brancos, andar mais lento, reflexos mais demorados. No Brasil, pessoas com mais de 60 anos são consideradas idosas. E elas precisam de mais cuidado e respeito.

Mas o idoso também precisa ter mais cuidado. Basta observar por alguns minutos em frente ao mercado municipal para notar vários flagrantes. Nenhum idoso atravessou na faixa de pedestres. E mesmo com o trânsito pesado nesta área da cidade, eles se arriscam. Nas ruas pequenas e travessas em torno do mercado, também. A senhora cruza sem olhar para os lados.

A rua Elvira de Matos, cruzamento com a avenida Gury Marques no bairro Universitário, já pode ser chamada de esquina da morte. Uma cruz antiga e uma estrela pintada no chão simbolizam que pessoas morreram em acidente de trânsito. Outra estrela deve ser pintada no local na próxima semana, já que uma idosa foi atropelada e morreu dias depois.

É a quinta morte de idosos registrada em maio, o mesmo número que todo o ano passado. Por causa disso, a Agência Municipal de Transporte e Trânsito (Agetran) vai retomar na semana que vem um projeto muito difundido em 2009: o idoso na faixa. Palestras especiais serão feitas em unidades básicas de saúde e centros de convivência.

"O idoso tem uma cabeça perfeita, mas o corpo não corresponde. Então para atravessar uma rua ele vai demorar um pouco mais. A audição e a visão podem estar um pouco comprometida", diz Vera Matos, técnica do órgão.

A responsável pela educação no trânsito da agência diz ainda que é preciso cuidar do idoso motociclista e motorista.

Preocupação importante, porque eles também estão ao volante e sabem de suas limitações.

No estacionamento do mercado municipal, a motorista manobra com uma ajudinha. No volante do carro, dona Guiomar , nos altos dos seus 83 anos, tem orgulho de ser independente. Mesmo assim sabe que o idoso ao volante precisa de mais atenção. "As pessoas às vezes são descuidadas", diz a idosa.          

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