Trânsito recebe nota três de paulistanos em pesquisa feita pelo Ibope

Trânsito recebe nota três de paulistanos em pesquisa feita pelo Ibope

Atualizado: Sexta-feira, 18 Setembro de 2009 as 12

O trânsito ganhou nota três, em uma escalada de zero a 10, em uma pesquisa realizada pelo Movimento Nossa São Paulo e Ibope divulgada nesta sexta-feira, 18 de setembro. A pesquisa também revelou que os paulistanos gastam, em média, duas horas e 43 minutos por dia nas idas e vindas de casa para o trabalho.

O estudo revela ainda que aumentou o número de pessoas que usam o transporte público, mas também cresceu o número de motoristas nas ruas - mais gente está usando o carro.

Para 92% dos paulistanos, a poluição é um problema grave. E ela afeta mesmo o organismo. Segundo o Laboratório de Poluição da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo (USP), as avenidas concentram maior quantidade de poluição, e ficar parado nesses "pontos negros" aumenta o risco de infarto, doenças respiratórias e até câncer.

"A nossa conta é um cigarro para cada duas horas no trânsito. Então, quando você foi e voltou para casa, fumou entre um cigarro e meio e dois cigarros sem saber. Não é como ser um fumante, mas eu posso dizer que, se existe uma lei antifumo, que está sendo implementada, também devia existir uma lei anticarro", afirma Paulo Saldiva, coordenador do laboratório da USP.

Enquanto aumentou o total de paulistanos com carros, cresceu também o número dos que usam o transporte público todos os dias. O campeão de adesões foi o Metrô, com 13% a mais de passageiros.

Segundo o estudo, 89% são favoráveis à ampliação da Marginal Tietê. "De início, ela complica um pouco o trânsito de São Paulo, que já é caótico, mas é uma alternativa que vai ser boa para o paulistano", opina o engenheiro André de Castro. Se 56% dos paulistanos pudessem escolher, optariam por investir os recursos no transporte coletivo, mostrou a pesquisa.

O paulistano está dividido quanto à questão dos fretados. Metade é a favor da restrição a esse tipo de transporte e metade é contra a medida. Os entrevistados concordam com o rodízio de dois dias, mas são contra o pedágio urbano. E a saúde é considerada o principal problema relacionado ao trânsito, já que carros e caminhões são responsáveis por 65% do aquecimento global na cidade.

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