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Transparência e participação política em SP têm pior nota em pesquisa

Transparência e participação política em SP têm pior nota em pesquisa

Atualizado: Quinta-feira, 20 Janeiro de 2011 as 2:49

Dentre os 25 temas avaliados pela pesquisa Indicadores de Referência de Bem-Estar no Município (Irbem), divulgada nesta quinta-feira (20) na capital paulista pela Rede Nossa São Paulo, "transparência e participação política" foi o com pior avaliação dos paulistanos, com nota média de 3,5. Dentro dele, o item com menor nota foi a avaliação da honestidade dos governantes, com pontuação de 2,7.

No total, 1.512 moradores da cidade foram ouvidos pelo Ibope e deram suas opiniões sobre 169 itens entre os dias 29 de novembro e 12 de dezembro de 2010. Apesar das notas baixas, a percepção da política já teve uma situação pior – em 2009, a média do tema foi de 3,3, e a nota da honestidade dos governantes foi de apenas 2,3.

No geral, apesar de as notas terem crescido ligeiramente, a percepção ainda é negativa. Dos 169 itens avaliados, apenas 40 ficaram acima da média de 5,5. Cinco itens tiveram nota na média e 124 ainda têm nota menor que 5,5.  

“Estamos muito abaixo da média, 73% dos itens abaixo da média. Não houve melhoras significativas. A avaliação das instituições públicas continua muito baixa, mais da metade da população quer mudar de cidade se pudesse, está aqui porque não pode sair. São dados bastante preocupantes”, afirmou Oded Grajew, coordenador da Rede Nossa São Paulo.

Mais problemas

A percepção da acessibilidade na cidade foi o único dos 25 temas cuja nota média foi reduzida em um ano – de 4,2 para 4,1. A saúde é outro tema que preocupa, consideradas as respostas dos moradores da cidade ouvidos pelo Ibope. O tempo médio entre a marcação e a realização de consultas, que já foi destaque negativo na pesquisa de 2009 , teve sua nota reduzida de 3,7 para 3,4.

Em número de dias, o tempo foi reduzido de 65 para 61 em um ano. A espera para marcar exames caiu de 77 para 76 dias. Já a espera para realizar procedimentos cirúrgicos aumentou de 162 para 166 dias. “Isso é um orientador das políticas publicas. Como os investimentos são limitados, aqui já se sabe onde eles devem ser feitos”, afirmou Grajew.

Considerando-se as respostas da cidade por região, a área com pior percepção da qualidade de vida na cidade é a de Capela do Socorro e Cidade Ademar, ambas na Zona Sul, com nota 4,5. Devido à amostragem da pesquisa, foi preciso juntar algumas subprefeituras para obter dados confiáveis.

Dados positivos

O item com maior nota foi a relação com a família, dentro do tema relações humanas, com 8,3. O que apresentou o maior crescimento foi o tratamento dos policiais aos jovens, no tema juventude, com nota passando de 3,8, em 2009, para 4,5, em 2010. Já a região com melhor percepção da qualidade de vida por parte da população é a de Pinheiros, na Zona Oeste, com nota 6,2.

A coleta seletiva nos bairros também foi um item que teve um aumento perceptivo – de 5,3 para 5,9. Para Grajew, algo que não tem relação com a realidade da cidade. “Se estima que a coleta seletiva represente 3% do total coletado. É um contentamento com pouco. Esse é um dado importante sobre o nível de exigência”, afirmou.

Pouca variação

A percepção da segurança e a aprovação da Prefeitura pouco se alteraram entre 2009 e 2010. O índice de paulistanos que se sentem pouco ou nada seguros em São Paulo caiu de 87% para 84%. Já em relação à administração municipal, o número de pessoas que a consideram ruim ou péssima caiu de 26% para 21%. A maior parte das pessoas a considera regular – 51%. Apenas 27% acham que a administração atual é ótima ou boa.

A pesquisa foi lançada para comemorar o aniversário de 457 anos de São Paulo, na próxima terça-feira (25).    

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