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Transporte é a maior preocupação para a Copa e os Jogos Olímpicos

Transporte é a maior preocupação para a Copa e os Jogos Olímpicos

Atualizado: Quarta-feira, 23 Junho de 2010 as 10:03

O transporte é o grande gargalo que pode prejudicar a organização da Copa do Mundo e dos Jogos Olímpicos no Brasil. Essa foi a principal conclusão dos primeiros painéis do Seminário Infraestrutura Brasil: Projetos e Oportunidades de Financiamento no Setor Esportivo, que acontece no Rio de Janeiro até a quinta-feira (24).

A cidade do Rio, que além da final da Copa, vai receber as Olimpíadas, em 2016, voltou a apresentar planos para ligar os principais locais de competição com as outras regiões do município. Ônibus articulados, novas linhas de metrô, demolição de viadutos (Perimetral) e VLTs (Veículo Leve sobre Trilhos), foram algumas das principais propostas apresentadas por Felipe de Faria Góes, secretário de Desenvolvimento do Rio.

Também vamos revitalizar a zona portuária, mas nosso principal desafio é mesmo racionalizar o transporte na cidade, que hoje é caótico.

Os aeroportos do País também vão receber atenção especial. Segundo Jaime Henrique Caldas Parreira, responsável pela diretoria de Engenharia e Meio Ambiente da Infraero, serão feitos investimentos em todos os 16 aeroportos que serão utilizados na Copa.

- Somente nos aeroportos das cidades sede vamos investir R$ 5,3 bilhões. Além disso, continuaremos investindo nos demais terminais do País. Muitos ficarão totalmente renovados, outros terão soluções parciais, como Guarulhos. Mas todos estarão prontos para servir bem aos usuários.

 Até mesmo os atrasos causados pelo mau tempo devem diminuir.

 - Estamos instalando equipamentos que vão permitir pousos e decolagens mesmo sem as condições ideais de visibilidade. Isso deve beneficiar terminais como o Santos Dumont, por exemplo, que sempre sofre com a neblina.

Rede hoteleira

O presidente da Associação Brasileira da Indústrias de Hotéis, Álvaro Bezerra, disse que, até 2014, o Rio de Janeiro terá próximo de 40 mil quartos em hotéis. Segundo ele, grandes hotéis desativados, como o Meridien, em Copacabana, o Nacional, em São Conrado e Glória, na Glória, todos na zona sul, voltarão a funcionar e mais outros quatro serão construídos. Com isso, a cidade, que já possui 25 mil quartos, ganhará mais 9.000.

Em relação a outras cidades que deverão ser sedes da Copa do Mundo, Álvaro afirmou que o Brasil está indo muito bem, mas demonstra preocupação com Cuiabá, capital do Mato Grosso. Segundo ele, uma linha de crédito criada pelo governo federal está permitindo que o BNDES (Banco Nacional do Desenvolvimento Social), a Caixa Econômica Federal e o Banco do Brasil, financie a construção de novos hotéis e o retrofit de outros, com prazo de pagamento de oito a 20 anos.

Sobre os estádios, o representante da Amsterdã Arena, empresa parceria da concessionária responsável pela construção da nova Fonte Nova, Henk Markerink, deu uma dica sobre a construção de novas arenas esportivas no país.

- É preciso se fazer uma pesquisa de marketing nas cidades para avaliar o potencial econômico que o estádio pode trazer para a região. Após as Olimpíadas e a Copa do Mundo, o estádio tem que continuar tendo opções de lazer e eventos.

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