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Transporte escolar é precário em Central de Minas, no Leste de MG

Transporte escolar é precário em Central de Minas, no Leste de MG

Atualizado: Sexta-feira, 28 Outubro de 2011 as 9:26

O transporte escolar está precário na cidade de Central de Minas, na Região Leste de Minas Gerais. Os alunos que dependem dos ônibus disseram que, além de atrasos constantes e superlotação, as condições de segurança são mínimas. De acordo com a secretária de Educação do município, Patrícia Gouvêia, um pedido de troca dos veículos foi rejeitado pela Câmara Municipal.

As crianças moram na zona rural de Central de Minas e, para ir até à escola da cidade, precisam sair de casa com pelo menos uma hora e meia de antecedência. A caminhada pela BR-381 dura menos de cinco minutos, até chegar ao ponto de ônibus, às margens da rodovia. Elas se juntam com outros alunos e todos ficam à espera do transporte escolar. O veículo é malconservado e quando o problema não é a conservação dele, é a frequência com que ele passa. Na semana passada, por exemplo, as crianças não foram à aula.

Poltronas rasgadas e alguns buracos na lataria. Nos assentos dos passageiros faltava o cinto de segurança. O acessório era usado apenas pelo motorista. Durante o percurso, dezenas de paradas durante e muita gente aproveitando a carona.

O resultado não poderia ser outro: superlotação. No ônibus de 42 lugares, quase 80 pessoas em um percurso de aproximadamente oito quilômetros.

Na cidade, o veículo fez duas paradas: a primeira na Escola Municipal Nina Lima dos Santos. Logo em seguida, alunos foram deixados na Escola Estadual Presidente Tancredo Neves.

Outro veículo que também é utilizado no transporte escolar também está em situação ruim. Bancos sem assentos e a impressão é de que, a qualquer momento, o teto poderia cair.

De acordo com a Prefeitura de Central de Minas, os dois ônibus são alugados. A manutenção dos veículos é de responsabilidade das empresas de transporte.

Um projeto para a aquisição de novos veículos foi encaminhado a Câmara de vereadores no mês passado, mas não foi aprovado.

Nenhum representante da câmara foi encontrado para comentar o assunto. O dono da empresa responsável de um dos ônibus informou que o veículo passa por revisão anual.

Já com relação ao cinto, ele afirmou que estuda a possibilidade de trocar o veículo por um mais novo, que venha com o equipamento. Ele disse também que já avisou a secretária de Educação sobre a superlotação e que uma reunião foi marcada para discutir o assunto. O responsável pelo outro ônibus não foi encontrado.        

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