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Traumatismo craniano é causa da morte de atropelado por jipe

Traumatismo craniano é causa da morte de atropelado por jipe

Atualizado: Quarta-feira, 14 Setembro de 2011 as 1:33

Vitor Gurman morreu após ter sido atropelado por

jipe de nutricionista em julho em SP

(Foto: Reprodução/TV Globo)

  Laudo do Instituto Médico Legal (IML) da Polícia Técnico Científica de São Paulo concluiu que o empresário Vitor Gurman morreu aos 24 anos de idade em decorrência de um traumatismo craniano cinco dias após ter sido atropelado por um jipe blindado na Vila Madalena, Zona Oeste da capital paulista, no dia 23 de julho. A informação é do delegado titular do 14º Distrito Policial, em Pinheiros, Ricardo Arantes Cestari, que recebeu o documento da perícia no início desta semana.

“Agora só resta o laudo que irá apontar a velocidade do veículo que atropelou o jovem para saber se ele estava correndo muito”, afirmou Cestari nesta quarta-feira (14) ao G1 .

No penúltimo sábado do mês passado, Gurman caminhava pela calçada da Rua Natingui, que tem velocidade máxima permitida de 30 km/h, quando foi atropelado pela Land Rover que era guiada pela motorista Gabriella Guerrero, uma nutricionista de 28 anos. Ela perdeu o controle do automóvel e subiu na guia.

Como a mulher não fez o teste do bafômetro após o acidente, a Polícia Civil informou que não pode concluir que Gabriella estava embriagada. Ela havia sido encaminhada para o IML, onde também não fez o exame de sangue. Lá, se submeteu apenas a uma avaliação de um médico.

    Os resultados desse exame com o médico mostraram que a nutricionista apresentava hálito “discretamente etílico”, mesmo cerca de sete horas depois de beber. Gabriella não conseguiu fazer o exame chamado de calcanhar-joelho, ou seja, o “quatro” (4). Falhou ainda em outros dois: encostar o dedo no nariz e juntar os dois dedos indicadores. Apesar disso, tinha memória, atenção e concentração preservadas.

Mesmo assim, ela foi indiciada pela polícia por homicídio doloso, aquele em que há intenção de matar, porque assumiu esse risco ao dirigir em alta velocidade. A polícia se baseou nas câmeras de segurança da rua. “Passa um carro antes e o carro Land Rover está numa velocidade muito alta”, afirma o delegado Cestari.

Gabriella contou em depoimento que só assumiu a direção do Land Rover porque o namorado, Roberto de Souza Lima, tinha bebido muito. Eles estão juntos há dois meses. O acidente teria acontecido quando ela tentou segurar o namorado, que estava sem cinto de segurança. Nesta semana, testemunhas chegaram a dizer que era ele quem estava ao volante, mas acabaram voltando atrás.

Logo após o acidente, o advogado da nutricionista, José Luis de Oliveira Lima, chegou a dizer que sua cliente bebeu apenas um drink - "margarita" - durante a noite e depois teria tomado água. Oliveira Lima não concorda com a interpretação da polícia de que a nutricionista teria cometido um homicídio doloso, isto é, quando há intenção de matar. Segundo ele, não há provas que atestem que Gabriella conduzia em alta velocidade.        

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