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Tribunal de Justiça do DF retoma audiência do caso Villela

Tribunal de Justiça do DF retoma audiência do caso Villela

Atualizado: Quinta-feira, 10 Novembro de 2011 as 1:54

Foi retomada por volta das 9h desta quinta-feira (10) a audiência de instrução do processo que investiga a morte do ex-ministro do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) José Guilherme Villela, da mulher dele e da empregada do casal em agosto de 2009, no Tribunal de Júri de Brasília.

A previsão é que os peritos que atuaram no caso sejam ouvidos pelo juiz nesta quinta. De acordo com o Tribunal de Justiça do Distrito Federal e Territórios (TJDFT), ainda restam 14 testemunhas de acusação para serem ouvidas.

Na última sexta-feira (4), duas testemunhas prestaram depoimento . A delegada-chefe da Coordenação de Investigação dos Crimes Contra a Vida (Corvida), Mabel de Faria, foi ouvida por cerca de sete horas. A neta dos Villela, Carolina Villela, filha da arquiteta Adriana Villela, acusada de ser a mandante do crime também foi ouvida.

De acordo com a delegada Mabel, "ao longo das investigações, essa suspeita de que Adriana Villela estaria envolvida no crime foi se robustecendo". A delegada também citou um relatório psicológico que indicou que Adriana “não tinha ressonância afetiva com nenhum dos pais e que os via apenas como patrocinadores de seus projetos”. A defesa de Adriana Villela diz que os depoimentos de sexta (4) foram muito importantes, pois os advogados conseguiriam comprovar que Adriana não estaria no apartamento no horário do crime. A defesa ainda disse que espera conseguir “derrubar” o laudo do perito com os depoimentos desta quinta-feira.

Os crimes ocorreram em agosto de 2009 no apartamento da família, na quadra 113 Sul. A arquiteta Adriana Villela, filha do casal, é uma das acusadas. Segundo a denúncia do Ministério Público, ela “utilizando-se de instrumentos pérfuro-cortantes, teria ceifado a vida de seus genitores, bem como de Francisca Nascimento da Silva, o que fez de forma premeditada, tendo como motivação conflitos de família por assuntos financeiros".

Entenda o caso

O ex-ministro foi encontrado morto com a esposa e a empregada doméstica no dia 31 de agosto de 2009. O caso ficou conhecido como “o crime da 113 Sul”, em referência ao endereço em que o ex-ministro morava.

Os corpos foram encontrados em estado de decomposição. Uma neta do casal afirmou à polícia que os avós não teriam aparecido na sexta-feira anterior à descoberta dos corpos ao escritório de advocacia que Villela mantinha em Brasília.

Mineiro da cidade de Manhuaçu, Villela tinha 73 anos. Chegou a Brasília nos anos 60. Atuou como procurador do Tribunal de Contas do Distrito Federal e, na década de 80, como ministro do TSE. Como advogado, atuou no caso Collor em 1992 e, mais recentemente, no processo do mensalão.

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