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Tribunal do DF faz 1ª audiência sobre morte de ex-ministro do TSE

Tribunal do DF faz 1ª audiência sobre morte de ex-ministro do TSE

Atualizado: Sexta-feira, 4 Novembro de 2011 as 8:36

A primeira audiência de instrução do triplo homicídio que ficou conhecido como “Caso Villela” está marcada para a manhã desta sexta-feira (4), no Tribunal de Júri de Brasília. De acordo com o Tribunal de Justiça, 50 pessoas foram intimadas para prestar depoimento sobre a morte do ex-ministro do Tribunal Superior Eleitoral José Guilherme Villela, de sua esposa Maria Carvalho Mendes Villela e da empregada Francisca Nascimento da Silva.

Os crimes ocorreram em agosto de 2009 no apartamento da família, na quadra 113 Sul. A arquiteta Adriana Villela, filha do casal, é uma das acusadas . Segundo a denúncia do Ministério Público, ela “utilizando-se de instrumentos pérfuro-cortantes, teria ceifado a vida de seus genitores, bem como de Francisca Nascimento da Silva, o que fez de forma premeditada, tendo como motivação conflitos de família por assuntos financeiros."

Também são acusados o ex-porteiro do prédio onde moravam os Villela , Leonardo Campos Alves, que confessou os crimes; Paulo Cardoso Santana, sobrinho de Campos Alves; e Francisco Mairlon Barros Aguiar.

De acordo com o TJ, as 16 testemunhas convocadas pela acusação serão ouvidas primeiro. Em seguida vão prestar depoimento as 34 testemunhas de defesa – desse total, 32 foram convocadas pelos advogados de Adriana. As testemunhas arroladas por Campos Alves e Paulo Cardoso serão ouvidas por carta precatória, pois moram em outro estado. Após os depoimentos, os acusados serão interrogados.

Os réus foram denunciados por homicídio qualificado e furto qualificado. Segundo informações do TJ, o processo já tem mais de 10,4 mil folhas, em mais de 50 volumes.

Entenda o caso

O ex-ministro foi encontrado morto com a esposa e a empregada doméstica no dia 31 de agosto de 2009. O caso ficou conhecido como o “o crime da 113 Sul”, em referência ao endereço em que o ex-ministro morava.

Os corpos foram encontrados em estado de decomposição. Uma neta do casal afirmou à polícia que os avós não teriam aparecido na sexta-feira anterior à descoberta dos corpos ao escritório de advocacia que Villela mantinha em Brasília.

Mineiro da cidade de Manhuaçu, Villela tinha 73 anos. Chegou a Brasília nos anos 60. Atuou como procurador do Tribunal de Contas do Distrito Federal e, na década de 80, como ministro do TSE. Como advogado, atuou no caso Collor em 1992 e, mais recentemente, no processo do mensalão.          

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