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Tucano pede que presidente do BC fale no Senado sobre Panamericano

Tucano pede que presidente do BC fale no Senado sobre Panamericano

Atualizado: Quarta-feira, 9 Fevereiro de 2011 as 10:27

O senador Aloysio Nunes (PSDB-SP) apresentou requerimento à mesa diretora do Senado na tarde desta terça-feira (8) no qual propõe uma audiência pública para discutir o caso envolvendo a operação de socorro financeiro ao Banco Panamericano.

O ministro da Fazenda, Guido Mantega, a presidente da Caixa Econômica Federal, Maria Fernanda Ramos Coelho, o ex-presidente do Banco Central Henrique Meirelles e o atual titular do BC, Alexandre Tombini, estão na lista de autoridades do governo que o senador tucano pretende convidar para debater o caso.

A audiência proposta por Nunes não tem data para ocorrer, e os integrantes do governo lembrados pelo senador tucano não têm a obrigação de aceitar o convite.

O banco, pertencente ao Grupo Silvio Santos, foi vendido recentemente ao grupo BTG Pactual por R$ 450 milhões, depois de receber uma ajuda financeira de R$ 2,5 bilhões da União. A Caixa Econômica Federal é detentora de 49% do capital do Panamericano.

Recentemente, descobriu-se que, além dos R$ 2,5 bilhões da primeira operação de socorro, o banco do apresentador de TV precisaria de mais R$ 1,5 bilhão para cobrir o rombo. Além disso, especialistas do mercado financeiro avaliaram em R$ 8 bilhões o volume de recursos necessários para tornar o banco novamente competitivo.

“Há, no mínimo, algo de muito estranho em todo esse imbróglio. É preciso que tragamos à luz o que realmente aconteceu. Até para preservar a credibilidade de nosso sistema financeiro. Estamos falando da Caixa Econômica Federal, uma instituição sesquicentenária que tem prestado enormes serviços ao Brasil”, argumentou Nunes da tribuna do Senado.

O requerimento do senador tucano prevê ainda que sejam ouvidos representantes do Fundo Garantidor de Crédito (FGC) e das empresas contratadas pela CEF para auditar o Panamericano antes de a Caixa adquirir participação societária no banco. A demora em detectar o rombo bilionário no banco é uma das questões levantadas por Nunes no requerimento

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