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Tucanos lavam calçada da agência da Receita Federal em Mauá, em SP

Tucanos lavam calçada da agência da Receita Federal em Mauá, em SP

Atualizado: Sexta-feira, 17 Setembro de 2010 as 10:10

Em evento organizado pela juventude do PSDB em São Paulo, um grupo de pessoas fez uma lavagem simbólica da calçada da agência da Receita Federal em Mauá (SP) nesta quinta-feira (16). O senador Álvaro Dias (PSDB-PR)  também participou do ato que foi encerrado com o hino nacional.

Servidores do órgão em Mauá são investigados por suspeita de envolvimento na quebra de sigilo da filha do candidato tucano José Serra , Verônica Serra, do vice-presidente do PSDB, Eduardo Jorge, e de outras pessoas ligadas ao partido.

O ato que foi divulgado como um protesto contra as quebras de sigilo fiscais ganhou contornos eleitorais com o grande número de bandeiras de candidatos do partido, inclusive de Serra. Os participantes do evento também vestiam camisetas amarelas e bonés azuis.

Terminado o ato, um carro de som guiou o público até um clube próximo da agência da Receita. No local, haverá um ato político também organizado pelo PSDB. Durante o trajeto, o locutor do carro de som fez diversas críticas à candidata do PT à Presidência da República, Dilma Rousseff, citando -a como “produto fabricado” e “sem personalidade”. Ele também falou sobre escândalos que envolvem acusações contra o governo federal, como mensalão do PT ocorrido em 2005 e as denúncias contra I srael Guerra, filho da ministra da Casa Civil, Erenice Guerra. As denúcias resultaram na queda de Erenice da Casa Civil.

O evento no clube reuniu o senador e algumas lideranças locais do PSDB, como o presidente da sigla em São Paulo, Antônio Carlos Mendes Thame, e candidatos do partido. No discurso o senador cobrou indignação dos eleitores com o que chamou de “festival de mentiras” e “um espetáculo de arbitrariedade patrocinada a partir do Palácio do Planalto”.

O tucano comparou o vazamento de dados sigilosos da Receita a práticas do stalinismo. Ele também citou as denúncias que atingiram a Casa Civil desde o primeiro mandado do presidente Lula, como o escândalo envolvendo o ex-assessor Waldomiro Diniz e o ex-ministro José Dirceu que deixou o cargo em 2005 em meio às denúncias do mensalão. “Lá em Brasília, nas barbas do presidente, no quarto andar do Palácio do Planalto, na Casa Civil se instalou mais uma vez um propinoduto para roubar o povo desse país”, afirmou.

Dias declarou que a Casa Civil se transformou em uma “trincheira de imoralidade” e procurou associar a candidata do PT, Dilma Rousseff, às denúncias que culminaram na saída de Erenice Guerra nesta quinta-feira. “Ela [Dilma] quer se esquivar, quer ser mãe do PAC e diz querer ser mãe dos brasileiros, mas não aceita nem mesmo ser a madrasta desse filho, porque esse filho é feio. É o filho da corrupção”, disse o candidato.

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