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'Tudo indica que sim', diz Ideli sobre afastamento de Pagot

'Tudo indica que sim', diz Ideli sobre afastamento de Pagot

Atualizado: Segunda-feira, 18 Julho de 2011 as 4

A ministra de Relações Institucionais, Ideli Salvatti, afirmou nesta segunda-feira (18), em Florianópolis, que o diretor afastado do Departamento Nacional de Infraestrutura dos Transportes (Dnit), Luiz Antônio Pagot, não deve permanecer no cargo após retornar de férias. Perguntada sobre se ele deve ser afastado quando voltar das férias, no começo de agosto, ela disse: "Tudo indica que sim, até pelas reiteradas vezes que ela [Dilma Rousseff] tem se comportado dessa forma", afirmou a ministra.  

Segundo Ideli, Pagot ainda não deixou o cargo porque está de férias. "Operacionalmente, com alguém de férias, você não pode tomar essa medida", afirmou a ministra durante entrevista na Assembleia Legislativa, em Florianópolis, onde fez um balanço sobre o primeiro semestre do governo.

Pagot foi afastado do Dnit pelo então ministro Alfredo Nascimento após denúncia publicada pela revista “Veja” de que representantes do PR, partido ao qual pertence o ex-ministro Alfredo Nascimento e a maior parte da cúpula do Ministério dos Transportes, funcionários da pasta e de órgãos vinculados teriam montado um esquema de superfaturamento de obras e recebimento de propina por meio de empreiteiras.

Em depoimento no Congresso na semana passada, Luiz Antônio Pagot disse que ficou “constrangido’’ com as reportagens vinculando o seu nome e supostas irregularidades no órgão. Pagot disse ainda que não está afastado do cargo – embora o governo tenha divulgado o seu afastamento -, mas sim de férias. Para ele, se o governo quisesse, deveria tê-lo demitido.

“Não fiquei nada satisfeito com a situação, não me coloquei contra o governo. Eu não posso ser afastado, ou é demitido ou tira férias. O que o Planalto [deveria ter feito], se quisesse, é a minha demissão”, disse Pagot.

O afastamento de Pagot foi informado por meio de nota divulgada pelo governo no dia 2 de julho. No dia 5, o Palácio do Planalto chegou a informar que, quando Pagot retornasse das férias, deixaria o cargo em definitivo . No dia seguinte, 6 de julho, Nascimento deixou o cargo de ministro em razão das denúncias de superfaturamento nas obras da pasta.          

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