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Um acordo entre representantes do governo e dos sindicatos envolvidos na greve do Metrô e da CPTM foi fechado

Metrô e sindicatos chegam a acordo em audiência na Justiça

Atualizado: Quarta-feira, 23 Maio de 2012 as 3:02

Um acordo entre representantes do governo e dos sindicatos envolvidos na greve do Metrô e da CPTM foi fechado em reunião realizada na Justiça do Trabalho nesta quarta-feira (23) em São Paulo. A categoria paralisou atividades desde a 0h.

A greve parou duas linhas da CPTM e apenas trechos de linhas do Metrô funcionaram parcialmente. A cidade registrou recorde histórico de congestionamento no período da manhã, com 249 km às 10h.

Na reunião, o principal ponto definido foi o índice de reajuste de 6,17%. A decisão, que pode encaminhar o fim da greve ainda nesta tarde, será agora avaliada em assembleia dos trabalhadores. Os envolvidos no impasse participaram de audiência de conciliação no Tribunal Regional do Trabalho - 2ª Região, na região da Consolação. A reunião foi mediada pela desembargadora e vice-presidente do tribunal, Anélia Li Chum. O encontro começou por volta das 12h15 e terminou pouco depois das 13h30.


A Justiça do Trabalho já havia determinado, em reunião que terminou sem acordo na terça-feira (22), que o sindicato mantivesse 100% da frota funcionando durante os horários de pico e 85% nos demais horários e proibiu a liberação das catracas. Caso as determinações não fossem cumpridas, o sindicato teria que pagar multa de R$ 100 mil diários.

Reivindicações
Os metroviários inicialmente reivindicavam 5,37% de reajuste salarial, 14,99% de aumento real, vale-alimentação de R$ 280,45 e reajuste de 23,44% no vale-refeição, além de equiparação salarial, 36 horas semanais, periculosidade sobre todos os vencimentos, adicional de risco de vida de 30%, plano de saúde acessível para os aposentados e reintegração dos demitidos em 2007.
O Metrô havia proposto reajuste de 4,65%, sendo 4,15% pelo índice IPC/FIPE e 0,50% de aumento real, a partir da data-base de 1º de maio.

Na audiência desta tarde, a companhia propôs reposição da inflação pelo Índice Nacional de Preços (IPC) e aumento real de 1,5%. Os metroviários mantiveram reivindicação de reajuste pelo ICV/Dieese mais 14,99% de aumento real, mas declararam-se dispostos a rever o número conforme o resultado global da negociação. A desembargadora propôs reajuste pelo INPC mais 1,5% de aumento real.

O Metrô propôs vale-alimentação de R$ 158,57 enquanto os metroviários mantiveram a reivindicação de R$ 280,45. A desembargadora propôs R$ 218.

Em relação ao vale-refeição, o Metrô propôs elevar o valor para R$ 21 e o sindicato manteve a reivindicação de R$ 25,25. A desembaregadora propos R$ 23.

Há divergências também sobre o adicional de risco para agentes de segurança e de plataforma, sobre a equiparação salarial de funcionários que exercem as mesmas funções, adicional de periculosidade, aumento da contribuição do Metrô nos planos de saúde dos funcionários e readmissão de 61 grevistas demitidos em 2007.


Os dois lados concordaram apenas em montar comissões para discutir pontos mais polêmicos como a distribuição de participação nos resultados e a jornada de trabalho dos funcionários que iniciam ou terminam seus turnos fora do horário de funcionamento do sistema de transporte público.


O Metro e o sindicato se comprometeram a avisar a desembargadora sobre eventuais avanços na negociação, respectivamente, após reunião entre diretores da companhia e após a assembleia dos metroviários.
Em nota, a Secretaria de Transportes Metropolitanos informou que o Metrô e a Companhia Paulista de Trens Metropolitanos (CPTM) também concordaram em consolidar todas as cláusulas sociais presentes nos atuais dissídios coletivos e estão dispostos a debater eventuais pendências remanescentes.


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