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Um terço das vítimas de latrocínio em SP é morta no carro

Um terço das vítimas de latrocínio em SP é morta no carro

Atualizado: Segunda-feira, 8 Novembro de 2010 as 8:03

Entre julho e setembro deste ano, um terço das vítimas de latrocínio – roubo seguido de morte – no Estado de São Paulo foram assassinadas dentro de seu carro. Dos 69 casos registrados, em 23 as vítimas estavam em seus veículos.

Dos 46 casos restantes, 13 pessoas morreram em roubos a residências, 10 em estabelecimentos comerciais, 10 em assaltos nas ruas, uma durante roubo de carga e 12 em outros casos. A separação dos tipos de latrocínio foi feita com base nas estatísticas criminais divulgadas no dia 31 de outubro pela Secretaria da Segurança Pública.

Sensação de segurança e sentimento de posse são alguns dos fatores que levam motoristas a demorar para obedecer ao sinal dos assaltantes ou a reagir impulsivamente, como acelerar. "O interior do veículo é um ambiente particular. Isso dá uma falsa sensação de privacidade e segurança ao motorista", diz o psiquiatra Daniel de Barros, do Núcleo Forense do Instituto de Psiquiatria do Hospital das Clínicas. "Mas reações também podem surgir pela questão da posse e do instinto de proteção."

Reações deste tipo são altamente condenadas pelas autoridades policiais do estado. Tanto o coronel Álvaro Batista Camilo, comandante-geral da Polícia Militar, quanto o delegado-geral da Polícia Civil, Domingos Paulo Neto, afirmam que as vítimas de roubos jamais devem reagir nem contrariar os assaltantes. Ambos afirmam que a prioridade das duas polícias é combater com rigor tanto os latrocínios como os crimes contra o patrimônio.

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