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USP só negocia aumento se grevistas voltarem ao trabalho

USP só negocia aumento se grevistas voltarem ao trabalho

Atualizado: Segunda-feira, 21 Junho de 2010 as 12:55

A Comissão de Negociação da Reitoria da Universidade de São Paulo (USP) propôs, na manhã desta segunda-feira (21), examinar a reivindicação da concessão de um aumento de 5% nos salários dos servidores técnico-administrativos e o pagamento dos dias parados ao fim da greve, que começou no dia 5 de maio. Para tanto, os funcionários em greve precisam voltar ao trabalho. A proposta foi feita durante reunião de representantes da reitoria da USP e do Sindicato dos Trabalhadores da USP (Sintusp)

O Sintusp não aceita a proposta. “É impossível terminar a greve sem o compromisso real de que será concedido o aumento de 5%”, afirmou Domênico Colacicco, funcionário da ECA que participa do Comando de Greve. Nós pedimos também para que a próxima reunião seja feita dentro da Universidade para facilitar o contato com a categoria, disse. Essa reunião, que aconteceria em princípio no campus da USP, na Zona Oeste, foi transferida uma sala do Conselho de Reitores das Universidades Estaduais Paulistas (Cruesp), na região da Avenida Paulista. De acordo com a universidade, como a reitoria está invadida, eles têm procurado outros locais para realizar suas reuniões.

A proposta vai ser votada pelos grevistas em uma assembleia que vai acontecer por volta das 12h desta segunda-feira, no campus da universidade.

A reitoria da USP afirmou através da sua assessoria de imprensa que só se manifesta por comunicados e que aguarda o resultado da assembleia.

Reajuste salarial

Os funcionários reivindicam um aumento salarial de 6%, como concedido aos professores em fevereiro, além dos 6,57% concedidos a todos os servidores das universidades. Os trabalhadores da USP estão em greve desde 5 de maio. Unicamp e Unesp aderiram ao movimento em 12 de maio.

A reitoria da USP permanece invadida desde 8 de junho, devido ao corte dos dias parados de cerca de mil funcionários em greve.

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