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Usuários de crack relatam como é o dia a dia após a dependência

Usuários de crack relatam como é o dia a dia após a dependência

Atualizado: Terça-feira, 19 Julho de 2011 as 2:54

Dependentes de crack de Foz do Iguaçu, na região Oste do Paraná, que não querem ser identificados, relatam fatos do dia-a-dia com relação ao organismo e ao convívio com a família e com a vida social após o uso da droga. Um deles afirmou que "quanto mais usa, mais quer usar".

" A gente manipula e mente descaradamente", contou um outro usuário.

De acordo com o Dr. Nelson Mendes, que trata de dependentes químicos há mais de 25 anos, o uso do crack ameaça principalmente a mente. "A droga cria uma sensação de 'euforia' e 'satisfação'. Essas substâncias que causam essas sensações criam lesões nos neurônios, que de alguma maneira é a parte mais nobre do ser humano, ou seja precisamos deles para pensar...decidir", explica o médico.

Um usuário que está em uma clínica de tratamento desabafa e diz que se arrepende de ter prejudicado principalmente a mãe. "Me arrependo de torturar minha mãe por causa do crack. Eu mandava ela pro 'inferno' e fazia coisas horríveis que um filho jamais deveria falar para uma mãe", relata.

Um menino de 12 anos foi apreendido em uma operação realizada pela Guarda Municipal na semana passada em um bairro da cidade com 35 pedras de crack. Ele surpreendeu os policias pela idade e foi encaminhado a Delegacia do Adolescente.

"Meu desafio é parar radicalmente mesmo. Porque eu quero recuperar minha família, tenho uma profissão e quero voltar para o mercado de trabalho", finalizou um dependente de 46 anos, que está em tratamento.          

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