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Vaccarezza diz que Tuma Jr. só deve deixar cargo se for aberto processo

Vaccarezza diz que Tuma Jr. só deve deixar cargo se for aberto processo

Atualizado: Quinta-feira, 6 Maio de 2010 as 5:14

O líder do governo na Câmara, Cândido Vaccarezza (PT-SP), afirmou nesta quinta-feira (6) que o secretário nacional de Justiça, Romeu Tuma Júnior, só deveria ser afastado do cargo se for aberto algum processo contra ele. Tuma Júnior seria investigado pela Polícia Federal por sua suposta ligação com Li Kwok Kwen, conhecido como Paulo Li, apontado como chefe da máfia chinesa em São Paulo. Tuma Jr. disse nessa quarta (5) desconhecer a operação que investiga sua ligação com a máfia.

Gravações telefônicas e e-mails interceptados pela Polícia Federal, durante investigação sobre contrabando, apontam ligação entre Tuma Júnior e Paulo Li, segundo reportagem publicada nesta quarta pelo jornal "O Estado de S.Paulo". Li foi denunciado pelo Ministério Público Federal no fim do ano passado por formação de quadrilha e descaminho e está preso.

Para Vaccarezza, a investigação contra o secretário nacional de Justiça não justificaria um afastamento, mesmo que temporário. “A investigação e a denúncia não é atestado de culpa. Se alguém é denunciado ao Ministério Público por ato ilícito se começa a investigação e não quer dizer que terá processo”.

O líder do governo afirmou que somente com a abertura de um processo poderia se pedir o afastamento de Tuma Júnior. Ele afirmou que a investigação poderá mostrar que a denúncia não é verdadeira. Vaccarezza afirmou ainda que acredita em uma investigação rápida neste caso.

Vaccarezza defendeu a tese de que é preciso tratar as pessoas como inocentes mesmo que pareçam culpado. O líder do governo ressaltou depois que não estava falando especificamente do caso de Tuma Júnior e nem tinha como afirmar se ele era inocente ou culpado.

Por Eduardo Bresciani

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